Processos por assédio moral crescem 255 por cento em cinco anos na PB

Processos por assédio moral crescem 255 por cento em cinco anos na PB

O procurador Eduardo Varandas avalia que essas demandas tendem a aumentar, pois a falta de proteção ao trabalhador é progressiva na nova economia de mercado. Ele explica que, muitas vezes, para segurar o emprego, trabalhadores se submetem a práticas abusivas e vexatórias.

“Deparamo-nos com situações absurdas, ao ponto de exigir do trabalhador que não atingiu determinada meta inalar odores de uma toalha urinada por todos os outros funcionários”, citou o procurador.

Eduardo Varandas destaca que assédio moral é atentado à dignidade do trabalhador, uma vez que violenta a paz e causa danos psíquicos. “Não podemos permitir que o ser humano se torne objeto de uma crise econômica que, cada vez mais, oprime o trabalhador. E o contexto atual depõe em favor disso, já que o cenário é de flexibilização das leis trabalhistas”, defende o procurador.

Veja abaixo alguns exemplos de assédio moral divulgados pelo MPT-PB:

▶ Exigir metas de difícil alcance ou inalcançáveis;

▶ Tratamento inadequado com os empregados (uso de palavras de baixo calão ou depreciativas);

▶ Tarefas vexatórias (mandar uma mulher limpar o banheiro masculino, com homens dentro);

▶ Exercício abusivo do poder hierárquico (restringir a possibilidade do funcionário ir ao banheiro, uma única vez, por 10 minutos). 

 

 

Fonte: Portal Correio