Presos na operação 'sete chaves' chegam à PB e após oitiva podem ser encaminhados para presídio

Presos na operação 'sete chaves' chegam à PB e após oitiva podem ser encaminhados para presídio

O procurador da República, João Raphael, comentou nesta quinta (28) que seis das oito pessoas com mandado de prisão detidos pela operação “Sete Chaves”, já estão na Paraíba para prestar esclarecimentos e devem ser encaminhados para presídio enquanto aguardam a decisão da justiça.

De acordo com o procurador, a operação se divide em duas etapas, que é a investigação e análise do material apreendido e a oitiva dos acusados. O Ministério Público Federal (MPF) em conjunto com a Polícia Federal (PF) está fazendo a análise das jóias apreendidas e de equipamentos de informática que possam ajudar na investigação e comprovar hipóteses. A segunda etapa é a oitiva das pessoas. “Esperamos que elas possam colaborar com a investigação, não dificultem e possam de alguma forma facilitar nosso trabalho para que ele possa terminar e chegar ao êxito da melhor forma possível”, diz.

Foram emitidos oito mandados de prisão e desses seis foram cumpridos, 3 no distrito de São José de Parelhas, município de Salgadinho, na Paraíba e foram levados para Patos, chegando em João Pessoa ainda ontem. Outras duas pessoas foram presas em Minas Gerais e uma no aeroporto de Guarulhos, essas vieram em um avião da Polícia Federal e chegaram a sede da Polícia Federal em Cabedelo também na noite desta quarta (27). Dois mandados não foram cumpridos um nacional e outro de um afegão residente na Tailândia.

As investigações prosseguem com o confronto de provas já existentes e se a PF entender que é necessário oferecer acordo de delação premiada para quem apresentar documentos e provas que apontem participação de outras pessoas ou reforcem de quem não temos confirmação.

Como na sede da PF em Cabedelo não há celas, as pessoas em prisão preventiva serão encaminhadas, como em regra, para presídio, porém todos ainda estão na superintendência, pois serão ouvidos, mas devem ser encaminhados para presídio.

O material apreendido como as pedras de Turmalina devem ser encaminhados para alguma instituição financeira, a priori a Caixa Econômica Federal, além do sequestro de bens no valor máximo de R$ 50 milhões. Os carros serão enviados para o pátio do DETRAN e também serão encaminhados ofícios a cartórios onde os acusados têm imóveis para que eles sejam bloqueados. 

 

 

 


Redação