Presidente da CDL critica proposta de ajuste fiscal do Governo do Estado

Presidente da CDL critica proposta de ajuste fiscal do Governo do Estado

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campina Grande, Arthur Almeida (Bolinha), criticou, nesta sexta-feira (11), o projeto do Poder Executivo, aprovado ontem na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), que promoverá um pacote de reajuste fiscal na Paraíba a partir de janeiro de 2016.

Segundo Bolinha, a medida do governador Ricardo Coutinho (PSB) foi inoportuna, adotada no pior momento possível, devido à crise econômica que atinge o Brasil. “Aumentar impostos em períodos de recessão, como o que vivemos agora, ao contrário do efeito esperado de aumentar receitas eleva a carga tributaria, retroalimenta a recessão, aumenta a inflação, acentuar a diminuição do poder de compra da população e traz o desemprego. Por isso lamento veementemente essa medida”, afirmou.

Bolinha disse também que estranhou a matéria ter sido aprovada na ALPB, inclusive com os votos da bancada da oposição. “Matérias desta natureza devem ter a repulsa da população, setores da sociedade civil organizada devem ir às ruas se posicionar contra a medida. Mas, aqui na Paraíba até a oposição votou a favor. É lamentável”, sustentou.

O governo enviou o projeto com o aumento dos tributos ao Poder Legislativo com a justificativa de incentivo a economia e medida de prevenção aos efeitos que a desaceleração financeira do país pode causar na Paraíba. Mas, para o presidente da CDL, governo algum pode entender que a população é um poço profundo para se buscar receitas. “O Estado precisa cortar mais profundamente as suas próprias despesas”, disse.

Apesar das críticas à medida, Bolinha disse não temer que seu posicionamento contra o ajuste fiscal comprometa sua relação com Ricardo Coutinho, uma vez que é um dos principais aliados do governador em Campina nos últimos anos.

“Não temo nenhum tipo de estremecimento. Se fosse secretário de Estado diria ao governador que sua medida não vai surtir os efeitos desejados e sim piorar a situação, vai aumentar o quadro de recessão. É preciso as pessoas entenderem que isso não é uma crítica política e sim uma análise econômica”, ressaltou.

 

 

 

Cristiano Teixeira – MaisPB