Prefeito de Itaporanga foi à Câmara, mas terminou não respondendo a denúncias

Prefeito de Itaporanga foi à Câmara, mas terminou não respondendo a denúncias

Câmara Municipal lotada na noite dessa quinta-feira, 3, e cheia de polêmicas também. Centenas de pessoas foram ao legislativo para acompanhar a sessão em que o prefeito Audiberg Alves (PTB) iria se pronunciar sobre denúncia de supostas irregularidades na compra de material escolar para a rede municipal de ensino no ano passado, mas o gestor municipal terminou deixando a Câmara sem fazer nenhum esclarecimento.

Segundo o presidente do legislativo, Jacklino Porcino (PMDB), o problema é que o prefeito não aceitou ser questionado pelos vereadores durante sua fala sobre o assunto pautado, motivando o presidente a encerrar a sessão com o argumento de que, como a sabatina está prevista no regimento interno do legislativo, ou seja, os parlamentares mirins têm direto a fazer indagações e questionamentos ao prefeito durante sua presença na Câmara, não poderia manter a reunião em afronta ao regimento.

Mas o prefeito ainda chegou a falar antes do encerramento: por cerca de 20 minutos, ele fez uma explanação sobre como recebeu da gestão passada algumas escolas municipais e falou também dos investimentos que realizou no campo educacional, mas, no momento de responder às denúncias, alegou que não entendia "muito" de licitação e convocou seu assessor jurídico, Neto Porfírio, para fazer os esclarecimentos sobre o caso. Foi aí onde começou a polêmica: o presidente do legislativo argumentou que no ofício enviado pela Prefeitura à Câmara não previa a fala do assessor durante a sessão, mas somente o pronunciamento do prefeito, mas, de acordo com o presidente, o assessor poderia falar, desde que aceitasse o questionamento dos vereadores sobre o assunto tratado.

No entanto, conforme ainda Jacklino, como nem o prefeito nem seu auxiliar aceitaram responder a indagações dos vereadores, ele não teve outra alternativa a não ser encerrar a reunião, e o prefeito deixou a Câmara sem falar sobre as denúncias. “Se eles estivessem preparados para responder às denúncias teriam aceitado os questionamentos dos vereadores, que estão dentro de sua casa e têm o direito de questionar quem quer que seja, direito esse garantido pelo regimento interno”, comentou o presidente ao final da sessão.

Pelo outro lado, o prefeito disse que teve sua honra maculada pelas denúncias levantadas na Câmara e suas consequentes repercussões na imprensa e, por isso, tem o direito a se defender das acusações no legislativo com o auxílio do seu assessor. Segundo Audiberg, sua ida à Câmara Municipal foi de livre e espontânea vontade intencionado a prestar esclarecimentos aos vereadores e à opinião pública sobre os questionamentos feitos contra sua gestão e que o atingem pessoalmente, causando, conforme ele, constrangimento e angústia à sua família. 

 

Fonte: Folha do Vale 

Vale News PB