Portadores de necessidades especiais se dizem "esquecidos" por candidatos

Portadores de necessidades especiais se dizem "esquecidos" por candidatos

'De modo geral, a pessoa com deficiência é invisível à imensa maioria dos candidatos com poder competitivo para ser eleitos', esta é a avaliação do presidente da Associação de Deficientes e Familiares (Asdef), Francisco Izidoro, sobre o processo eleitoral deste ano. Segundo Izidoro, praticamente nenhum deles tratou de forma adequada e séria o segmento que representa mais de 25% da população paraibana, de acordo com o último censo do IBGE.

Em relação aos presidenciáveis, apenas um tratou da pessoa com deficiência, disse o presidente da Asdef. ´Só a Mobilidade urbana, por exemplo, está sendo tratada de forma macro, sem abordar em nenhum momento a questão da acessibilidade para a pessoa com deficiência', explicou Francisco Izidoro. 'O único programa específico foi Viver Sem Limite', destacou o presidente da Asdef, acrescentando que a execução do programa pode até ser questionável, mas a sua proposta é muito consistente.

A falta de respeito e compromisso com às pessoas com deficiência, nas eleições deste ano, também foi destacada pela presidente e fundadora do Centro de Atividades Especiais Helena Holanda (CAEHH), Helena Holanda. "Com raríssimas exceções, os candidatos apresentaram projetos para o segmento", reclamou a presidente da CAEHH, afirmando ter enviado diversos e-mails, principalmente, para candidatos paraibanos, lembrando que eles representam 25% da população do estado.

'Como podemos pedir apoio para candidato A ou B se nenhum apresenta projetos que beneficiem as pessoas com deficiência?', questionou Helena Holanda, dizendo acreditar em mudanças na esfera estadual e federal para que se tenha um país com menos corrupção.

 

 

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