Polícia prende suspeitos de estelionato e identifica 37 tipos de fraude em JP

Polícia prende suspeitos de estelionato e identifica 37 tipos de fraude em JP

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa, identificou 37 diferentes tipos de fraudes, todas aplicadas na cidade este ano. De janeiro a setembro, mais de 800 pessoas vítimas de golpes registraram Boletins de Ocorrência na unidade policial, que fica na Central de Polícia, bairro do Geisel. Os números compõem o banco de dados da Operação Contra Golpes, responsável pela prisão de cinco suspeitos de estelionato nos últimos dois meses.

De acordo com o titular da especializada, delegado Lucas Sá, a operação tem como objetivo dar cumprimento à mandados de prisão em aberto, deferidos pela Justiça Criminal e relacionados a condutas criminosas de atribuição da DDF. “O trabalho realizado conjuntamente com o Poder Judiciário contribui ainda para a alimentação de um importante instrumento utilizado pela Polícia Civil: o banco de dados de crimes e criminosos. Atualmente já foram catalogados mais de 37 diferentes tipos de fraudes. Esse banco de dados é sempre alimentado e aperfeiçoado, à medida que outras informações também são encaminhadas pelo Poder Judiciário”, revelou.  

Entre as cinco prisões realizadas pela delegacia na ação Contra Golpes está a de um estelionatário investigado por se apresentar como advogado, emitir recibos e receber honorários para ingresso em ações judiciais, sem que tivesse o curso de Direito. “Ele obteve consideráveis quantias de dinheiro, em detrimento de dezenas de vítimas. Em relação aos presos na operação, o fato é que todos estavam foragidos há um tempo considerável, sem nenhuma preocupação em relação à efetividade das decisões judiciais, acreditando que nunca seriam presos, o que contribuía para a sensação de impunidade existente no que diz respeito a crimes dessa natureza”, explicou a autoridade policial.

Ação permanente - A operação Contra Golpes tem caráter contínuo. O cumprimento de mandados e a alimentação do banco de dados está em seguimento, para garantir a execução de decisões judiciais e das atribuições da Delegacia de Defraudações e Falsificações.

A unidade policial funciona na Central de Polícia, bairro do Geisel. O delegado Lucas Sá orienta a população que compareça à DDF caso tenha sido vítima desse tipo de crime. “É importante registrar o Boletim de Ocorrência e também que as pessoas consultem a delegacia caso tenham informações sobre suspeitos de alguma conduta criminosa ou denúncia envolvendo suspeitos de crimes na área de atuação da DDF. O cidadão ainda pode usar o telefone para entrar em contato conosco pelo número 3218-5333 ou ainda utilizar o 197 – Disque Denúncia da Secretaria da Segurança e da Defesa Social, para denunciar de forma gratuita e preservando o sigilo”, frisou.

 

 


Assessoria