Polícia Federal na PB não terá esquema especial para o Enem 2015

Polícia Federal na PB não terá esquema especial para o Enem 2015

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que acontece neste sábado (24) e domingo (25) não contarão com esquema de segurança especial da Polícia Federal (PF) no estado da Paraíba e que apenas acompanhará o processo com equipes de sobreaviso. A instituição informou que qualquer denúncia de fraude será atendida pelas habituais equipes de Plantão 24h da PF, pelo fone 3248-5900.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da PF, a segurança do certame é de responsabilidade do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que solicita apoio especial durante a realização do Enem, quando julga necessário. "Até esta sexta-feira (23) não recebemos nenhum comunicado nesse sentido", justificou a Assessoria.

Já a Polícia Militar vai utilizar um reforço de 1.300 policiais e 250 viaturas para a operação Enem 2015, na qual estarão envolvidos 25 batalhões, companhias e unidades de policiamento especializado de todo o Estado.

Em outros estados, fortes esquemas de segurança estão sendo articulados para garantir a lisura do Enem 2015, a exemplo da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, queinformou nesta sexta (23), que irá "monitora preventivamente" pessoas identificadas pelo setor de Inteligência do órgão como 'potenciais fraudadores' do Exame; e no estado do Maranhão, que terá equipes permanentes nos locais das provas e contará com a atuação de profissionais da Polícia Judiciária, que estarão de plantão em São Luís, Imperatriz e Caxias.

Segundo o Código Penal Brasileiro, fraudar concurso público implica em pena de um a quatro anos de reclusão. Caso seja constatada alguma fraude no processo seletivo, a PF abre um inquérito policial para apurar os fatos e identificar os autores.

As provas do ENEM 2015 serão realizadas em todo o Brasil e, nos últimos anos, o Inep tem redobrado esforços para manter a segurança do Exame com o objetivo de evitar episódios de fraude e vazamento de informações, que já aconteceram em edições passadas. Neste ano, mais de 7,4 milhões de pessoas estão inscritas para participar do certame.

Estratégia antivazamento

Segundo Inep, a estratégia antivazamento das provas começa já com a produção em uma gráfica cujo nome é mantido sob sigilo e que tem o trabalho de impressão monitorado por 400 câmeras.

Dentro da gráfica há 400 câmeras de segurança. As provas saem de lá para os Correios com apoio das Forças Armadas. Há escolta para a distribuição. Nos passos seguintes, a distribuição fica sob vigilância das Forças Armadas e os pacotes são monitorados por lacres eletrônicos que enviam alertas para a central de controle do ministério caso sejam abertos.

No total, segundo o Inep, 52. 818 pessoas vão trabalhar na distribuição (incluindo funcionários dos correios e da segurança) e haverá apoio de 60 batalhões do Exército. Por fim, neste ano, os portões se fecham às 13h, tudo para forçar que os inscritos estejam posicionados em seus lugares e com os celulares lacrados bem antes do começo do exame.

 

 

 

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