Polícia Civil faz greve e abandona delegações em Brasília; PM é mobilizada

Polícia Civil faz greve e abandona delegações em Brasília; PM é mobilizada

Pressionando o Governo por um aumento salarial de 37%, a Polícia Civil resolveu cruzar os braços e fazer paralisação por 48h a partir desta quinta-feira, no mesmo dia em que se inicia a disputa do futebol masculino nos Jogos Olímpicos. O órgão abandonou a segurança das delegações de atletas em Brasília e obrigou a realização de uma operação de emergência pela Polícia Militar.

A seleção olímpica do Brasil não foi afetada pela greve, no entanto.

Desde a sua chegada, no último domingo, 31, a PM esteve a cargo da guarda para proteger Neymar e companhia.

O time comandado por Rogério Micale recusou a hospedagem oferecida pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e está concentrado em um hotel no setor hoteleiro norte da cidade.

A delegação tem saída prevista para a estreia contra a África do Sul, no estádio Mané Garrincha, próximo ao local, às 14h15 (de Brasília).

O pontapé inicial está marcado para as 16h.

Ao contrário dos brasileiros, as seleções da Dinamarca, Iraque e África do Sul vinham tendo a sua segurança feita pela Polícia Civil e tiveram de ficar aos cuidados da Polícia Militar no início da manhã.

A Justiça declarou ilegal a greve dos policiais civis. A multa diária por descumprimento da decisão de voltar às atividades é de R$200 mil. "A segurança pública, definitivamente, é um dos pontos mais sensíveis deste evento, em face dos recentes e cada vez mais recorrentes atentados de natureza terrorista acontecidos em vários países do mundo", afirmou o desembargador Sebastião Coelho em decisão em caráter liminar.

Em contato com o ESPN.com.br, o secretário-adjunto de Segurança Pública, coronel Márcio Pereira, disse que não houve surpresa com a paralisação e que a PM estava de prontidão para entrar em ação.

A assessoria da CBF informou que não houve qualquer alteração na rotina dos atletas e comissão técnica.

Em nota divulgada na última quarta-feira, a Casa Civil, que vinha conduzindo as conversas, retirou a proposta encaminhada na manhã de terça-feira - de 7%, a partir de outubro de 2017, 10%, em outubro de 2018, e 10%, em outubro de 2019 - diante da postura dos policiais.

"A radicalização do movimento é precipitada, uma vez que o reajuste da PF ainda precisa ser aprovado pelo Congresso e, nesse caso, só vigoraria a partir de janeiro do ano que vem", diz a nota.

Estão previstos protestos antes da realização dos jogos no Mané Garrincha nesta quinta-feira.

 

 

 

ESPN