Polêmica: Comissão das Mulheres da AL estuda convocar Pâmela

Polêmica: Comissão das Mulheres da AL estuda convocar Pâmela

A deputada Daniella Ribeiro (PP) pediu, nesta terça-feira (09), que a Comissão de Mulheres da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) convoque a ex-primeira dama do estado, a jornalista Pâmela Bório, para que ela esclareça as denúncias que vem fazendo, nas redes sociais, de que está sendo vítima de abuso de poder e ação difamatória no caso envolvendo a querela judicial com a babá do seu filho com o governador Ricardo Coutinho (PSB).

“Ela vem pedindo socorro nas redes sociais e entendo que esta Casa tem que se posicionar e convocá-la para ouvi-la. Até pela sua condição de mulher”, afirmou. A proposta de Daniella foi referendada pelos deputados Andre Gadelha (PSC) e Camila Toscano (PSDB), que é presidente da Comissão da Mulheres. “A sua proposta conta com o meu apoio”, disse Toscano.

“Estamos à disposição dela e de qualquer mulher que se sinta ameaçada, coagida e que não encontre na polícia ou na Justiça o apoio necessário”, acrescentou a deputada.

Entenda o caso

A babá acusa Pâmela de suposta tentativa de homicídio. Já a jornalista registrou queixa contra a funcionária por agressão. Ontem, a jornalista foi conduzida de forma coercitiva pela Polícia Civil, para prestar depoimento na Central de Polícia, localizada no bairro do Varadouro, em João Pessoa (PB), sobre o caso.

O superintendente da 1ª região da Polícia Civil da Paraíba, Marcos Vilela, disse, na noite desta segunda-feira (8), que a jornalista desobedeceu, por duas vezes, intimação para ir a delegacia prestar esclarecimento e por isso teve que ser levada de forma coercitiva a Central de Polícia. De acordo com Marcos Vilela, “Pâmela foi intimada, primeiro, para comparecer a presença da autoridade policial na tarde da quinta-feira (4), mas não compareceu. Novamente a polícia a intimou para ir à delegacia às 11h desta segunda-feira, mas a mesma não compareceu.

“Então foi expedido uma intimação com condução coercitiva para que ela fosse trazida até a delegacia de polícia e prestasse seus esclarecimentos,  assinasse um termo de compromisso porque esse crime de desobediência é um crime de pouco potencial ofensivo. E ela foi liberada. O que não pode é a polícia civil está sendo afrontada, desrespeitada porque é uma pessoa que tem uma posição de destaque social”, afirmou o delegado.

Ao deixar Central de Polícia, Pâmela Bório negou, em postagens nas redes sociais, que tenha sido intimada duas vezes como relatou o delegado.

“Não recebi nenhuma “segunda intimação”, apenas aquela que postei aqui há 4 dias. Por isso, tanto eu quanto meu advogado fomos surpreendidos por essa manobra, tendo em vista que o acordo do meu comparecimento na terça foi feito entre ele e o delegado Reinaldo da Nóbrega de Almeida – sim, o mesmo que foi até à minha residência com mais outros dois policiais algumas horas após o ocorrido com a babá, no feriado do dia 4 de junho”, diz trecho do texto escrito pela jornalista.

 

 

 

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