PMDB rechaça papel de contestação de novos filiados ao governo, 'nosso aliado', diz Maranhão

PMDB rechaça papel de contestação de novos filiados ao governo, 'nosso aliado', diz Maranhão

O PMDB está vivendo uma fase de boa convivência, seja internamente em meio aos seus filiados e de relação com o governo Ricardo Coutinho (PSB), de quem os peemedebistas se tornaram aliados desde o segundo turno da campanha passada. Segundo o seu presidente, senador José Maranhão, "a nossa sigla rechaça companheiros que venham com o papel de contestação ao nosso aliado", afirmou se referindo a legenda socialista.

Sobre a convivência interna, em especial a divisão por causa da pré-candidatura do deputado Manoel Júnior a Prefeitura de João Pessoa, em 2016, Maranhão reafirmou que está mantida, tendo argumentado assim o seu ponto de vista: "Não houve nenhuma contestação a respeito da postulação do partido, então está mantida".

A versão apresentada pelo presidente do PMDB Estadual reforça a tese que os ex-deputados Nadja Palitot e Vituriano Abreu, que se filiaram a legenda nesta sexta-feira (9), estão integrados a legenda com o objetivo de seguir as orientações partidárias, sobretudo de seguir o que recomenda os estatutos da legenda.

"O PMDB não filia em seus quadros pessoas que vem com a missão pessoal ou individual e, sim, aqueles que aderem as políticas programática e o estatuto; não filiando nenhum companheiro com vistas a desempenhar um papel de contestação", comentou o senador José Maranhão.

A recém filiada Nadja Palitot, ouvida pela reportagem, pôs uma interrogação (?) nas declarações do senador Maranhão, quando perguntada se sua chegada ao PMDB representaria a reaproximação do governador Ricardo Coutinho. E ela: "de jeito nenhum; aguarde os acontecimentos". Soou como uma ameaça.

 

 


Marcone Ferreira