PMDB adia discussão sobre renovação do comando

PMDB adia discussão sobre renovação do comando
Os caciques do PMDB decidiram que só em fevereiro vão retomar as conversas sobre a renovação do comando do partido. 
 
O acerto foi feito após uma conversa do vice-presidente da República, Michel Temer, com o senador Romero Jucá, o preferido de um grupo de senadores do PMDB, para assumir a presidência do partido em substituição ao próprio Temer.
 
Mas Temer quer permanecer no cargo. Agora, eles falam em buscar a unidade por entenderem que a divisão pode enfraquecer o partido em suas pretensões junto ao governo.
 
As discussões internas sobre a convenção nacional do PMDB foram intensificadas nos últimos dias a partir da disputa de dois grupos pelo comando da legenda: de um lado, Temer, que quer continuar no posto e lidera um grupo que vem se distanciando do governo; e de outro, senadores mais próximos de Renan Calheiros que, nos últimos meses, se aproximou ainda mais do Palácio do Planalto.
 
A disputa, no entanto, visa a acomodar senadores que há muito esperam uma movimentação nos postos que cabem ao partido.
 
Temer está na presidência do PMDB desde 2001, e Renan Calheiros cumpre o terceiro mandato como presidente do Senado. Senadores como Eunício Oliveira (CE) e Romero Jucá (RR) aguardam a vez para ocupar cargos importantes.
 
Há algum tempo, ficou acertado que Eunício seria o substituto de Renan da presidência do Senado e Jucá, o sucessor de Temer.
 
A intenção de Temer de permanecer no posto atrapalha esses planos – e acaba por envolver também Valdir Raupp, primeiro vice-presidente que assume o partido em caso da incompatibilidade de Temer como vice-presidente da República.
 
Essa discussão sobre a renovação ou não no comando do PMDB coincide com a discussão sobre o novo líder do partido na Câmara.
 
Nesse caso, também há divisão entre o grupo mais governista, representado pelo atual líder Leonardo Picciani, e o grupo que quer se afastar do governo e que lançou no fim do ano passado o nome de Leonardo Quintão para a liderança.
 
Agora, com o objetivo de derrotar Picciani, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está estimulando outra candidatura à liderança, a do deputado Hugo Mota (PB) que, por indicação dele, foi o presidente da CPI da Petrobras.
 
 
 

G1