Perto do volume morto, Boqueirão aguarda chegada de chuvas

Perto do volume morto, Boqueirão aguarda chegada de chuvas

Atravessando um dos períodos mais criticos de sua história devido a seca, o açude Epitácio Pessoa em Boqueirão está perto de atingir a reserva técnica. A previsão da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) é que a partir da próxima semana o racionamento em Campina Grande possa ser novamente modificado. Isso porque o açude que abastece a cidade e mais outros 18 municípios, o Epitácio Pessoa, em Boqueirão, deve chegar ao volume morto, caso não chova nos próximos dias e nenhuma recarga chegue ao manancial. Expectativa de chuvas vem com a chegada do período chuvoso no Cariri.

O uso da reserva técnica já foi adiado por quatro vezes, desde o final do ano passado, por causa da queda da evaporação, além das pequenas recargas e da diminuição do consumo.

Conforme os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), no alto curso do rio Paraíba, que é responsável por levar água a Boqueirão, os açudes somam apenas 10,2% de sua capacidade total de armazenamento. Os reservatórios Bichinho, Campos, Cordeiro, Pocinhos, Serrote, Ouro Velho, Prata II e São Paulo estão com menos de 1% de sua capacidade. Poções e Santo Antônio também estão em nível crítico. O melhor volume é o do açude São Domingos, em São Domingos do Cariri, que atualmente apresenta 31,1% da capacidade total.

Já na bacia do Rio Taperoá, que se junta ao Paraíba, desaguando em Boqueirão, a situação é ainda mais crítica. Somado, o volume de todos os reservatórios que compõem a bacia não passa de 2% da capacidade total. A melhor situação é a do açude São José III, em São José dos Cordeiros, com 19,4%. Os demais mananciais estão abaixo de 5% da capacidade.

Com a chegada do período chuvoso no Cariri – de fevereiro a maio –, as precipitações chegaram com uma intensidade que não se esperava em algumas localidades. Há registros acima da média em São Sebastião do Umbuzeiro e Zabelê, onde choveu 103,2, e 93,0 milímetros (mm), respectivamente – a média mensal do Cariri é de 32 mm. Houve recarga, mínima, em pequenos mananciais, mas a situação dos açudes monitorados pela Aesa ainda é crítica.








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