PB tem 6 cidades na lista dos 500 maiores consumos. Patos é destaque

PB tem 6 cidades na lista dos 500 maiores consumos. Patos é destaque

Com recuo na expectativa de consumo em João Pessoa neste ano e elevação do potencial de consumo do interior, a Paraíba segue tendência nacional de crescimento econômico descentralizado para o interior do Estado. Seis cidades paraibanas aparecem entre as 500 cidades brasileiras com maior potencial de consumo para 2014.

No ranking nacional, a capital paraibana aparece em 29º, tendo caído três posições em relação a 2013, com uma retração de aproximadamente R$ 100 milhões. Já Campina Grande subiu 15 posições, para 62º. Patos (327º), Santa Rita (342º), Cabedelo (381º) e Bayeux (385º) vêm em seguida, com parcelas de contribuições, respectivamente, de R$ 0,042, R$ 0,040, R$ 0,0357 e R$ 0,354 a cada R$ 100 gastos no Brasil.

Patos é a única cidade do Sertão paraibano a figurar no ranking brasileiro dos 500 maiores consumo. Segundo o IPC Maps, a previsão é de R$ 1,371 bilhão de consumo – um incremento de R$ 200 milhões em relação a 2013. No Estado, o município perde apenas para a capital (R$ 13,3 bilhões) e Campina Grande (R$ 6,5 bilhões).

PATOS EM DESTAQUE

“É perceptível o crescimento econômico de Patos nos últimos anos”, diz, otimista, o presidente da Federação Paraibana de Dirigentes Lojistas (FCDL), José Artur Melo de Almeida. “O povo da região sempre foi muito trabalhador, mas não tinham condições. Houve uma série de mudanças na força de trabalho das cidades, o que mudou o perfil socioeconômico das pessoas e, por consequência, impactou o consumo”, explica.

Para o superintendente do Sebrae-PB, Luiz Alberto, o município conta com oportunidades empreendedoras em diversos ramos, seja na área de comércio, indústria, agronegócio ou serviços.

“Patos tem uma atividade comercial muito forte, com um foco no varejo de alimentos e bebidas. Na área de serviços, que vem crescendo em todo o Brasil, a cidade se destaca em educação e saúde. No setor industrial, temos as áreas de minérios e confecção de calçados. Por fim, não podemos nos esquecer do segmento agroindustrial, principalmente da produção de leite, mesmo sendo uma cidade localizada no semiárido”, detalha.

O município aparece na 327ª colocação no ranking nacional – subindo 28 posições em comparação com 2013 e ultrapassando Santa Rita no Estado – embora muito distante da segunda cidade com maior potencial da Paraíba, Campina Grande, que figura em 62º lugar no país. José Artur destaca que é fundamental para o desenvolvimento do Estado que as ações de estímulo ao comércio sejam cada vez mais interiorizadas, uma tendência que já se reflete com a queda de participação da capital e o aumento do potencial na Rainha da Borborema.

“Este fenômeno é decorrente da migração de empresas dos grandes centros das capitais para o interior, em busca de melhores condições de infraestrutura e logística”, comenta Marcos Pazzini, diretor do IPC Marketing. “Esta queda de participação de João Pessoa não é um fato isolado e é positivo, pois está havendo deslocamento de riqueza para outros mercados, também importantes para o desenvolvimento do Estado da Paraíba”, explica.

“É preciso interiorizar ao máximo o desenvolvimento por meio de ações e parcerias com a iniciativa privada. Com isso a Paraíba só tem a ganhar: se o comércio estiver bem, vai garantir o aquecimento da indústria, a arrecadação do Estado, a manutenção dos empregos e que a população não tenha necessidade de comprar produtos em outros Estados”, corrobora José Artur.

RANKING

Outras duas cidades sertanejas – Sousa (7º) e Cajazeiras (8º) – aparecem entre as dez cidades paraibanas com maior potencial de consumo. As cidades têm, respectivamente, parcelas de R$ 0,025 e R$ 0,024 a cada R$ 100 usados para o consumo no Brasil. No ranking nacional, elas ocupam a colocação 511º e 537º, com um potencial de consumo dos cidadãos da ordem de R$ 83,2 milhões e R$ 78,3 milhões.

Em seguida aparece Guarabira, com participação de consumo de R$ 0,021 centavos para cada R$ 100, a 589ª posição no ranking nacional e um potencial total de consumo de R$ 70,4 milhões. Sapé, também da região do brejo paraibano, aparece com um share de R$ 0,015, 819ª colocação entre as cidades brasileiras e potencial de consumo dos cidadãos de R$ 49,8 milhões. São José do Brejo do Cruz permanece como a cidade com potencial mais baixo entre os municípios paraibanos e um dos piores do Brasil: ocupa a colocação 5562, dentre um total de 5564 cidades.

Eber Freitas/Jornal da Paraíba