PB registra queda de mais 73% no número de casos AIDS na faixa de etária entre 20 e 50 anos

PB registra queda de mais 73% no número de casos AIDS na faixa de etária entre 20 e 50 anos

A Paraíba registrou uma queda de 73,25%  no número de casos de AIDS na faixa etária de 20 aos 50 anos. De acordo com dados apresentados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES),  em 2013 foram registrados 258 casos da doença nessa faixa etária e este ano esse número é de 189. Esse ano de 2014 foram registrados 206 casos de AIDS sendo 152 casos em pessoas do sexo masculino e 54 casos em pessoas do sexo feminino.

Os dados apontam ainda que entre as mulheres, não existe uma faixa etária bem definida, entre os homens fica constatado pelos números é que a doença vem contaminando mais homens com idades entre 40 e 49 anos, a incidência é maior entre homens heterossexuais por excesso de confiança. E hoje em virtude da qualidade do tratamento, o portador do vírus possui uma qualidade de vida melhor em relação à década de 80.

“Durante um período, falava-se que apenas homossexuais, usuários de drogas e profissionais do sexo estavam vulneráveis, mas isso mudou. Hoje, qualquer pessoa pode passar por uma situação de risco: profissionais de saúde que podem sofrer acidentes com material perfuro-cortante, um estupro praticado por criminoso contaminado e uma relação sexual sem camisinha são exemplos disso” comentou Adriana Teixeira, diretora geral do Hospital de Doenças Infectocontagiosas Clementino Fraga.

Durante dois dias, o Clementino Fraga realizou uma série de ações educativas e preventivas em alusão ao Dia Mundial de Combate a AIDS,  lembrado no dia 1º de Dezembro.  No Domingo, (30), na Praia de Cabo Branco, e na segunda feira (1º), no Hospital,  foram oferecidos testes rápidos para o diagnóstico da AIDS, além de outras atividades e ações.

A diretora geral do Clementino Fraga, Adriana Teixeira explicou que o hospital cuida de diversas doenças infectocontagiosas, mas o importante é prevenir. “E é por isso que as nossas ações nesse sentido vão além do hospital”,  completou. Adriana Teixeira lembrou que, por meio do Projeto Clementino Itinerante, o atendimento tem sido feito em assentamentos, aldeias indígenas e outras comunidades. “Muitas vezes as pessoas que moram nesses locais têm dificuldades de procurar e de chegar até um serviço de saúde, então nós resolvemos ir até elas”, destacou a diretora.

De acordo com Adriana Teixeira, a  AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é uma doença infectocontagiosa causada pelo vírus HIV – Human Immunodeficiency Vírus, que leva à perda progressiva da imunidade. “A doença na verdade é uma síndrome que caracteriza-se por um conjunto de sinais e sintomas advindos da queda da taxa dos linfócitos CD4, células muito importantes na defesa imunológica do organismo. Quanto mais a moléstia progride, mais compromete o sistema imunológico e, consequentemente, a capacidade de o portador defender-se de infecções”,  explicou.

O Hospital Clementino Fraga é referência em HIV/Aids em João Pessoa, que tem ainda um serviço especializado para gestantes HIV positivas. Em Campina Grande tem o Hospital Universitário Alcides Carneiro  e o Hospital Universitário Lauro Wanderley. Além desses, existem os serviços de Atendimento Especializado (SAE) Em Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande e Patos.

 
 


Paulo Cosme