PB é o 3º estado com maior alta na saída de álcool, mas opção não compensa

PB é o 3º estado com maior alta na saída de álcool, mas opção não compensa

A Paraíba é o terceiro estado com a maior alta na venda do etanol, foi um crescimento de 99,3% nos últimos meses. Apesar da combinação entre o aumento no preço da gasolina, a volta da Cide (tributo regulador do preço de combustíveis) e a redução do ICMS sobre o etanol que o preço reduzir, ainda não foi o suficiente, para compensar o uso do combustível.

Atualmente na Paraíba, em média, o álcool está custando R$ 2,47 e a gasolina R$ 3,30. Visto isso, vale mais a pena para consumidor usar gasolina, pois se o etanol deve custar abaixo de 70% do preço do litro da gasolina para compensar seu uso.

As vendas de etanol cresceram 42,4% de janeiro a setembro deste ano em relação ao mesmo período de 2014, para 13,1 bilhões de litros, e representa 12,4% do mercado de combustível. Já as da gasolina recuaram 0,86% (30,5 bilhões, ou 28,76% das vendas totais). Além da Paraíba, as vendas de etanol subiram também em Minas Gerais, Sergipe, Roraima e Bahia. O maior consumidor é São Paulo, que, sozinho, usa mais da metade do combustível.

Já a gasolina registrou queda na comercialização em 14 Estados, além do Distrito Federal. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Ainda assim, mesmo com o aumento do preço da gasolina, o combustível só não é mais vantajoso para o consumidor que o etanol em quatro Estados: São Paulo, Paraná e Mato Grosso.

Para o setor, o desempenho positivo só está sendo possível graças a três fatores: retorno da Cide, que estava zerada; reajuste da gasolina (de 6% nas refinarias, há um mês); e a decisão de alguns Estados, como Minas Gerais, de reduzir o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o álcool e elevar o da gasolina. Segundo Celso Torquato Junqueira Franco, presidente da Udop (união dos produtores), o setor passava, e ainda passa -apesar das mudanças na Cide e no ICMS-, por uma crise muito severa, o que justificava o incentivo nos Estados. 

 

 

 

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