Paraíba registra 4ª maior expansão do país no setor de serviços, revela IBGE

Paraíba registra 4ª maior expansão do país no setor de serviços, revela IBGE

Mantendo a liderança na região Nordeste, o setor de serviços da Paraíba registrou a 4ª maior taxa de crescimento do país em junho, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), que foram divulgados nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em pleno mês da Copa do Mundo, a receita do setor no Estado apresentou expansão de 8,6% na comparação com igual período do ano passado, crescendo também bem acima do ritmo do país (5,7%).

Além da Paraíba, as três maiores taxas do país foram do Distrito Federal (18,7%), Rio de Janeiro (12,4%) e Goiás (10,2%). Já outros seis estados tiveram taxa negativa no setor de serviços em junho (Veja o ranking completo no quadro abaixo).

Com o resultado de junho, a Paraíba manteve a liderança entre os nove Estados do Nordeste pelo sexto mês seguido este ano no setor de serviços e, agora, permanece como único Estado que cresce com taxa acima de dois dígitos na Região no encerramento do primeiro semestre. No ranking do IBGE no acumulado de janeiro a junho, a Paraíba lidera o setor com alta de 11,3%, enquanto os demais estados do Nordeste sofreram desaceleração e têm crescimentos menores de dois dígitos como Rio Grande do Norte (8,8%), Ceará (7,8%) e Alagoas (6,5%).

No país, a Paraíba ganhou duas posições e apresenta também a quarta maior taxa de crescimento no encerramento do primeiro semestre. O Distrito Federal (19,8%), Goiás (13,5%), Mato Grosso (12,4%), acumulam as maiores taxas do setor até junho, seguido pela Paraíba (11,3%). A média do país ficou abaixo de dois dígitos (7,4%).

Na Paraíba, o setor de serviços também lidera o saldo de geração de empregos. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o setor de serviços acumula saldo de mais de 5,1 mil postos no primeiro semestre no Estado, alta de 7,63% sobre o ano passado.

A alta de junho foi puxada principalmente pelos serviços prestados às famílias, que cresceram 11,2%; os de informação e comunicação, com avanço de 5,7%; os profissionais, administrativos e complementares, com 7,3%; transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 4,6% e outros serviços, 1,2%. O segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e Correios tem peso de 30,7% na estrutura do setor de serviços e, no mês de junho, a participação relativa situou-se em 24,5%. O segmento de Outros serviços, embora, com peso menor (6,6%), reduziu sua participação relativa de 9,7% para 1,8%.

Os dados completos da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no País, podem ser acessados no link:

http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/servicos/pms/


 

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram).

Taxa de crescimento do setor de serviços de junho e do acumulado do ano

UNIDADE DA FEDERAÇÃO

TAXA DE CRESCIMENTO DE JUNHO DE 2014

ACUMULADO DE JANEIRO A JUNHO DE 2014

Distrito Federal

18,7%

19,8%

Rio de Janeiro

12,4%

10,2%

Goiás

10,2%

13,5%

PARAÍBA

8,6%

11,3%

Rio G. do Norte

7,6%

8,8%

Santa Catarina

6,9%

9,7%

Ceará

6,9%

7,8%

Mato Grosso

6,5%

12,4%

Paraná

5,7%

8,2%

Pernambuco

5,0%

5,4%

São Paulo

4,8%

6,9%

Rio G. do Sul

3,3%

4,9%

Bahia

2,9%

3,0%

Mato G. do Sul

2,6%

9,6%

Tocantins

2,6%

4,2%

Rondônia

2,5%

5,7%

Pará

2,2%

2,8%

Maranhão

1,6%

4,8%

Amazonas

1,4%

10,1%

Alagoas

1,1%

6,5%

Minas Gerais

0,7%

3,0%

Sergipe

- 1,6%

3,5%

Acre

- 2,8%

10,6%

Espírito Santo

- 3,2%

2,3%

Piauí

- 4,9%

1,3%

Roraima

- 7,7%

2,3%

Amapá

- 6,3%

1,0%

BRASIL

5,7%

7,4%

Fonte: PMS/IBGE


 


 

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