Para deputado do PMDB, membros do partido que votaram em Cássio precisam, agora, 'desarmar os espíritos'

Para deputado do PMDB, membros do partido que votaram em Cássio precisam, agora, 'desarmar os espíritos'

O deputado federal Hugo Mota acredita em um momento de união do PMDB em volta do apoio ao governo de Ricardo Coutinho na Paraíba. Para ele, que se diz “um homem de partido”, é hora de quem votou com Cássio dentro do PMDB “desarmar os espíritos. Acredito que o próprio Cássio agirá desta forma. Temos que ter o compromisso com o desenvolvimento do estado”.

 

Para Hugo, um dos reflexos desta união é que qualquer conversa política sobre eleições só deve acontecer em 2016. “Por enquanto temos que trabalhar. Isso tem que ser prioridade. O alinhamento político do PMDB com relação ao governo vai permanecer”, disse.

 

O PMDB ainda ocupou mais alguns cargos dentro do governo RC, mas este crescimento de participação não foi negociado com o governo. “Quando fomos votar em Ricardo no segundo turno não houve condicionamento de apoios a cargos e compromissos futuros na gestão. Ele venceu e na posse entendeu que o PMDB deveria ter uma participação no governo. Estamos tranquilos quanto a isso. A geração de cargos não criou qualquer expectativa na gente”, declarou.

 

Ele ainda destaca que acha muito pequena a discussão sobre nomes ocupando o governo quando o foco deve ser o desenvolvimento da Paraíba.

 

“O compromisso é maior que os cargos. O PMDB vai ajudar da maneira que puder com a bancada federal e estadual. Temos que deixar claro que somos aliados, não subservientes”, disse.

 

Hugo ainda avaliou o governo de Ricardo Coutinho como sendo um governo que teve “pontos positivos, como, por exemplo, o programa de estradas, que vinha sendo trabalhado por ex-gestores. Mas Ricardo teve o mérito de executar as grandes obras. O Centro de Oncologia, que conseguiu mais recursos hoje, o Centro de Convenções”, enumerou.

 

Mas para ele ainda tem muito o que é possível melhorar. “Na saúde mesmo, na educação, é preciso aumentar o investimento nas escolas técnicas e agir diretamente na segurança pública, um dos maiores problemas do Estado. Temos o compromisso de ajudar nestas questões”, concluiu.

 
 
 


João Thiago