Para Cássio, NE vive tragédia anunciada

Para Cássio, NE vive tragédia anunciada

Para discutir a estiagem que atinge a região Nordeste, o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB) e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), apresentaram na Secretaria Geral da Mesa, nesta quarta-feira (18), requerimento para que o Plenário da Casa realize sessão temática nesse sentido. A iniciativa foi do senador Cristovam, que contou com o apoio imediato de Cássio.

“O Nordeste vive uma tragédia anunciada. Essa sessão temática, proposta pelo senador Cristovam Buarque, é crucial para que possamos reunir todos os senadores e senadoras não apenas do Nordeste, mas do Brasil inteiro, e discutir a situação que o Nordeste brasileiro vem enfrentando com a perspectiva de mais um ciclo seco. Nós poderemos ter uma catástrofe de imensa proporção caso planos contingenciais não sejam elaborados e discutidos. Diferentemente do que ocorre em São Paulo – onde as chuvas regulares que acontecem naquele estado mantêm vivo o volume morto dos sistemas de abastecimento, sobretudo o Sistema Cantareira – no Nordeste brasileiro, a esmagadora maioria dos açudes, dos mananciais, já está no seu volume morto. Como não há chuvas regulares e, se não ocorrerem as precipitações tão necessárias, eles entrarão em colapso absoluto e secarão por completo, e não se saberá o que fazer com essas populações”, alerta Cunha Lima.

Situação insustentável

No requerimento, Cássio disse que, nos anos de secas mais intensas, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola, da região, chega a sofrer queda de 60%.

“O Nordeste, em especial, é a região mais afetada pela escassez de água no país. Mas, como afirmou recentemente o senador Cristovam Buarque, ‘uma das razões dessa crise é porque temos enfrentado o problema nordestino como se fosse do Nordeste e não da nação brasileira inteira. A seca no Nordeste é uma questão nacional’. Essa sessão de debates temáticos pode ser o marco inicial para a efetiva conscientização do problema”, afirmou Cássio.

Governo omisso

Na avaliação de Cássio, a crise do desabastecimento completo de água na região não nasceu da noite para o dia. Segundo ele, há mais de dois anos que alertas estão sendo dados, mas os governos (federal e estadual) não fizeram absolutamente nada.

“Nem mesmo uma campanha educativa para alertar a população. Nada para combater vazamentos e perdas gigantescas na distribuição. Omissão absurda. E ainda fazem de conta que o problema não existe”, lamentou.

Convidados

Para discutir a sessão temática, foram convidados a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira; o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi; o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo; o diretor geral do Departamento Nacional de Obras conta as Secas (DNOCS); o superintendente da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene); o presidente da Companhia de Desenvolvimentos dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) ; o diretor do Instituto Nacional do Semiárido (Insa); o representante do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro (Coter), responsável pela ope ração carro-pipa, que distribui água potável por meio de carro-pipa para a população situada nas regiões afetadas pela seca ou estiagem, especialmente no Semiárido nordestino e norte de Minas Gerais.

 

 

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