Pâmela usa redes sociais para explicar confusão com babá e nega agressões

Pâmela usa redes sociais para explicar confusão com babá e nega agressões

Após a polêmica entre a ex-primeira do Estado, jornalista Pâmela Bório,  e a babá de seu filho com o governador Ricardo Coutinho (PSB), Indaiá Pires Moreira e o caso parar na delegacia, onde as duas trocaram acusações de agressões, chegando a registrarem boletins de ocorrência uma contra a outra, Pâmela foi as redes sociais para explicar a confusão.

No instagram, a jornalista desabafa e nega agressões. 

 

Confira a nota na íntegra:

Em virtude da tamanha sordidez e covardia com que têm tentado me prejudicar, abalando de todas as formas a minha dignidade e integridade física e psicológica, venho expor a verdade por detrás de uma manobra inescrupulosa para me desqualificar enquanto mãe, jornalista e cidadã de bem, que tem residência fixa, um trabalho, um meio social saudável e jamais uma passagem pela polícia. Não sou e nunca fui uma criminosa - sou uma profissional de valor, uma mulher de caráter e acima de tudo uma missionária materna, que cuida do filho como sempre zelou por familiares, como bem sabem pessoas próximas ligadas ao meu passado e presente. Estou sendo vítima de uma armação estarrecedora, em que uma mulher que nunca antes havia trabalhado como babá, mas sempre trabalhou junto a políticos, adentrou o meu lar para fazer mal ao meu filho e a mim. Quem me conhece sabe que jamais eu tentaria assassinar alguém dentro da minha própria residência, na vista do meu próprio filho! Quão absurda e imoral estratégia para afastar um filho de uma mãe! E logo eu, que sempre tratei com respeito e cordialidade qualquer pessoa, de qualquer condição, me vi nesta situação de calúnias, mentiras, ações imorais orquestradas contra a minha pessoa. O mais repugnante e revoltante foi expor e usar o meu filho em ato tão sujo e desonroso, a exemplo do trecho: “pára mamãe, não faz isso com a Indaiá”. Como se, diante de um entrevero entre um genitor e um estranho, um filho ficasse contra uma mãe ou um pai. Que situação absurda! Sim, fomos agredidos dentro da nossa própria residência por uma estranha que está nessa função de babá há pouco mais de três meses, mesmo sem qualquer qualificação, capacitação ou experiência nesse serviço. Digo “fomos” porque tudo aconteceu tendo eu como vítima direta e meu filho como vítima indireta, que infelizmente foi abalado ao presenciar tudo, conforme Boletim de Ocorrência comunicado por mim, às 23h35m do dia 03 de junho, na 12ª Delegacia. A suposta vítima, apesar de ter registrado sua versão 00h15m do dia 4 de junho, conseguiu a proeza de um Mandado de Intimação na mesma manhã, poucas horas após seu BO, em que o delegado titular da delegacia de homicídios de João Pessoa, Reinaldo Nóbrega de Almeida Júnior, juntamente com os policiais Thiago Lira e Alexandre Targino, foi à minha procura para me intimar a comparecer em seu gabinete a fim prestar esclarecimentos de uma versão dos fatos no mínimo esdrúxula, cheia de contradições e mentiras... Detalhe: eu teria que comparecer naquela delegacia no bairro Varadouro da capital paraibana na tarde desse mesmo dia, em pleno feriado que eu dedicava junto ao meu filho. Questiono-me como me chamam para depor e não convocam o meu irmão que, segundo a suposta vítima, presenciou tudo e até “tentava me controlar, me segurando pelos braços”. No mínimo, prevejo um procedimento questionável de apuração, já que seria pertinente o depoimento de uma testemunha ocular citada pela denunciante - contratada e paga pelo pai do meu filho. A propósito, desde que a flagrei no dia 21 de maio, me espionando com filmagens e fotos enquanto deveria cuidar da criança, esta mulher vem me ameaçando de diversas formas para não perder o dinheiro que recebe para fazer esse “outro tipo de serviço”. Ela também sempre insinuava que, caso eu viesse tornar pública esta situação, alegaria que eu era uma “má mãe”. Pois agora não apenas revelo esse cenário surreal, como também destaco que gravei sua confissão de quem está a mando... Voltando às suposições da suposta vítima, como ela pode ter apresentado arranhões no braço e dorso, conforme exame de ofensa física, se a mesma trajava um moletom de mangas compridas, pois alegava estar com frio, conseqüência da doença com febre? Outro ponto crucial e vergonhoso é que, no mesmo exame, a depoente “informa ter sido agredida com uma faca”, colocando-se em contradição quando, no outro depoimento registrado em BO, ela mesma diz que fui “segurada imediatamente pelo irmão”, “quando com muita ira foi em sua direção dizendo que iria matá-la”. Analiso que a senhora Indaiá Pires Moreira, mesmo tendo quase 50 anos de idade e uma vasta vivência, ainda não está em fase de vida senil para apresentar raciocínios tão ilógicos, desencontrados, incoerentes. Também é incompatível qualquer motivação que eu porventura viesse a ter para assumir tamanho descontrole expressado pela suposta vítima, muito menos uma doença incômoda a mim. Alguém realmente acredita que o fato de uma doméstica se recusar a sair da sua casa ou estar enferma é motivo para uma outra pessoa ficar “completamente desequilibrada”, “descontrolada”, ”fora de si”, “agressivamente”? Se eu a agredi com chutes, pontapés e a feri com unhas no rosto, conforme a suposta vítima alega, porque então isso não foi diagnosticado no exame traumatológico nenhuma lesão em seus membros inferiores ou face? Sim, mais uma mentira desmascarada. Já eu, a verdadeira vítima em todo o contexto (até além desse episódio com a funcionária do meu ex-marido), estou com lesões pelo corpo pois fui empurrada contra a parede quando decidi que a doméstica sairia da minha residência. E só não fui atingida de forma pior e\ou no rosto (pois, pasmem, a babá sabia até dar soco cruzado, curvo!) porque meu irmão chegou nesse exato momento ao apartamento após eu tê-lo chamado para dar carona à “pobre coitada doente” que precisava ir descansar em sua casa no bairro do Bessa. Aliás, pobre ela não deve ser, já que no final de semana passado, mesmo sendo o que ela deveria cuidar da criança conforme o esquema do chefe dela, a mesma conseguiu comprar passagens de ida e volta para Salvador, justificando uma festinha surpresa da família na Bahia. Nem eu consigo viajar assim, dessa forma repentina, para a Bahia... Voltando a falar desse exame traumatológico de ofensa física ou lesão corporal, EU TAMBÉM O FIZ MAS, mesmo a minha requisição de exame tendo sido realizada antes da babá, bem como a realização dele, EU NÃO RECEBI O LAUDO, bem diferente do que aconteceu com a funcionária pessoal do governador, que além de ter recebido prontamente, ainda o usaram para as publicações que me denigrem de todas as maneiras em veículos pagos pelo governo do estado. Aqui eu faço a denúncia de não apenas uso da máquina e apadrinhamento, como também abuso de poder e abuso de autoridade. Com boa fé, natural de quem tem boa índole, meu advogado acabou se conformando com a explicação da perita naquele momento, mesmo após muita insistência dele, de que o meu laudo demoraria algo em torno de uma semana, pois ela iria enviar o resultado do meu exame para a 12 delegacia e, por sua vez, para a delegacia da mulher, já que sofri crime tipificado e conhecido como “violência contra a mulher”, do qual sou vítima já a um considerável tempo, de modos diversos, alguns até escancarados. Ao final, eu que pensei apenas no bem-estar do meu filho e com sensatez diante de uma suposta enfermidade, me deparei com tamanha aberração. Imaginem como fiquei transtornada ao sofrer tamanha agressão após um ato de caridade. Talvez eu seja realmente “louca” como a suposta vítima insinuou pois, mesmo após passar por tudo isso, ainda sigo confiante na justiça e em pessoas com valores que diferem do poder e do dinheiro. Ninguém me compra, ninguém me vende, ninguém me cala – ainda mais agora, em que me vejo diante de uma mídia comprada pela SeCOM para me difamar, prejudicar, destruir. Algo que já vem acontecendo desde que me usaram como bode expiatório no caso daquela investigação de superfaturamento das contas da Granja.

 

 

Assessoria