Operação Ferrari prende chefes de organização criminosa em 15 cidsades brasileiras, diz PF

Operação Ferrari prende chefes de organização criminosa em 15 cidsades brasileiras, diz PF

  A Operação Ferrari deflagrada pela Polícia Federal em 15 cidades do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe , na manhã desta segunda-feira (15), prendeu, até as 13h, 16 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Três delas foram presas em Londrina, no norte do Paraná, e são apontadas pela polícia como coordenadoras da organização criminosa.

A Justiça expediu 49 mandados judiciais – 20 de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão e sete de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. Todos os presos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba.

A Polícia Federal investigava o grupo há 14 meses, e durante as investigações, a polícia descobriu que o patrimônio da quadrilha ultrapassava os R$ 40 milhões. Conforme a PF, a quadrilha importava pasta base de cocaína do Paraguai, refinava a droga em laboratórios localizados em Indaiatuba (SP) e em Salvador (BA), e depois revendia o entorpecente no interior de São Paulo e na Bahia.

Ainda conforme as investigações, o núcleo fornecedor da quadrilha se estabelecia em Mundo Novo (MS), os chefes do bando moravam em Londrina e em Hortolândia (SP), e os revendedores em Salvador e no interior de São Paulo.


“A quadrilha transportava pequenas quantidades de pasta base de cocaína semanalmente ou quinzenalmente para o Brasil. A droga seguia para esses dois laboratórios, e depois era transformada em cloridrato de cocaína”, detalha o delegado da PF, Elvis Secco. “O grupo acreditava que transportando pequenas quantidades da droga não chamariam a atenção”, acrescenta.

Após o refino da droga, a quadrilha enviava malas com dinheiro para os coordenadores em Londrina. Segundo a PF, no início as malas eram enviadas em aviões comerciais, mas após a apreensão de uma mala com R$ 520 mil no aeroporto Viracopos, em Campinas (SP), o repasse passou a ser feito em carros.

De acordo com o delegado, as investigações começaram assim que a PF identificou que diversas pessoas com extensa ficha criminal e ligadas a uma organização criminosa de São Paulo se instalaram em Londrina.

“Nós identificamos que esses suspeitos viviam uma vida de luxo em Londrina. Eles se passavam por empresários e gastavam todo o dinheiro arrecadado com lazer. Compravam embarcações, imóveis e carros de luxo. Ao irmos atrás da origem do dinheiro, descobrimos o esquema internacional de tráfico de drogas”, explica o delegado da PF.

Os chefes do bando se passavam por empresários dos ramos de postos de combustíveis, de transporte e de revenda de veículos em Londrina para não chamar a atenção. Conforme a PF, os três utilizavam essas empresas para lavar o dinheiro arrecadado com a venda da droga. Os suspeitos pagavam salários de funcionários, contas e até empréstimos bancários com o dinheiro do tráfico.

“Em uma das situações, o grupo utilizou uma transportadora para contrair um financiamento junto a uma instituição bancária e pagou o empréstimo com o dinheiro que recebeu com a venda da droga”, diz Secco. 

Total de apreensões
Serão cumpridos ainda o sequestro de 20 imóveis, bloqueio em 30 contas correntes e apreensão de mais de 100 veículos adquiridos por meio de práticas criminosas, ainda de acordo com a PF.

As cidades alvo da operação são Londrina, Cambé, Arapongas, São Jerônimo da Serra e Porecatu, no Paraná. Em São Paulo – Osasco, Indaiatuba, Hortolândia, Salto, Sumaré, Araçoiaba da Serra e Campinas. Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul, Salvador, na Bahia, e Aquidabã, no Sergipe.

Ao todo, 300 policiais federais e 28 servidores da Receita Federal participam da ação.

 

 

 

G1