Oncologista paraibano condena uso da “pílula do câncer”

Oncologista paraibano condena uso da “pílula do câncer”

A liberação do uso da fosfoetanolamina sintética para pacientes com câncer no Brasil é condenada por toda a comunidade médica que trata o câncer no país, sendo inclusive o posicionamento oficial da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Segundo o médico oncologista paraibano, Igor Lemos Duarte, a medida é um absurdo que vai de encontro a todos os preceitos científicos.

“Na realidade, ela (a fosfoetanolamina sintética) nunca foi testada em seres humanos. Então não passou pelo rigor científico que é necessário para a aprovação de qualquer tipo de droga. Não só para câncer, mas para qualquer tipo de doença”, destacou o médico, durante entrevista ao Portal ClickPB.  

Igor Lemos Duarte lembrou ainda que a substância, mais conhecida como “pílula do câncer”, vinha sendo distribuída no país de forma clandestina, sem o aval do principal órgão regulador: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Cura - Para Igor Lemos Duarte, dentro do rigor científico, a liberação do uso da fosfoetanolamina sintética foi algo absurdo. “Não é que não se queira que o câncer tenha cura. Essa é uma busca que move a humanidade hoje em dia, mas não se pode embarcar em fantasias”, ressaltou o médico, explicando que a substância pode ter ação sobre alguma forma de câncer, mas não sobre todas as enfermidades que envolvem a doença.

“Não significa que não possa haver uma ação. É possível que a substância aja de alguma forma contra alguns tipos de câncer”, ponderou o oncologista, adiantando entretanto que jamais uma substância vai agir contra todos os tipos de câncer, porque o câncer não é uma doença, mas sim uma série de doenças que são completamente distintas e em órgãos distintos.“Portanto é biologicamente impossível”, afirmou o Igor Lemos Duarte,

Segundo Igor Lemos Duarte, a liberação do uso da fosfoetanolamina sintética pela Câmara dos Deputados e pela presidente Dilma Rousseff foi uma medida demagógica e populista que pode dar respaldo para a liberação de outras substâncias. “Isso abre um precedente”, alertou o especialista durante a entrevista, adiantando que os médicos oncologistas da Paraíba não irão recomendar o uso da “pílula do câncer” a seus pacientes, apesar de reconhecer que alguns pacientes poderão tomar a medicação por conta própria.

 

 

 

Click PB