Obras da transposição estão paradas por prisão de dirigentes de empreiteiras, denuncia parlamentar paraibano

Obras da transposição estão paradas por prisão de dirigentes de empreiteiras, denuncia parlamentar paraibano

A água é a solução, não o problema. Esta é a visão do deputado estadual Jeová Campos (PSB), presidente da Frente Parlamentar pela segurança hídrica da Assembleia Legislativa da Paraíba. A escassez do bem estratégico é que é o problema e atinge grande parte da Paraíba.

“Temos, hoje, vários municípios sendo abastecidos por carros pipa. Na área rural o Exército tem sido responsável pelo abastecimento. Precisamos ter uma nova forma de pensar os recursos para o fornecimento de água em um plano imediato”, explicou o parlamentar.

Para discutir o assunto o secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, vai à Assembleia nesta quarta-feira (04) para discutir com os parlamentares estratégias para mudar este cenário.

“As informações que João Azevedo possui são indispensáveis para que a Assembleia possa participar desta discussão. Por isso queremos chama-lo logo, para podermos ter estes dados”, declarou.

Uma das preocupações do parlamentar sobre o fornecimento de água na Paraíba são as obras da transposição do Rio São Francisco. Com as investigações da Operação Lava-Jato, muitos dirigentes de empreiteiras que estavam envolvidas nas obras foram presos e suas empresas tiveram os bens bloqueados.

“Temos trechos que estão em estágio avançado, mas cujas obras estão paradas por conta deste fato. Este é um problema político que precisa ser resolvido. Não adianta concluir a obra na Paraíba se ela está inacabada no Ceará. Precisamos liberar estes recursos para que não enfrentemos a paralisação destas obras, para que, ao menos, no médio prazo, elas sejam concluídas”, disse.

Os recursos liberados não estariam disponíveis apenas para a obra da transposição, mas também para o saneamento das cidades que estão no entorno do canal, para evitar que a água que será usada para beber acabe ficando poluída com esgoto irregular.

“O saneamento básico dos municípios é importante. Precisamos liberar estes recursos para a Funasa para dar andamento, também, a estas obras”, relatou.

A água, com obras como a transposição, se torna um bem caro, e precisa ser valorizado. Para Jeová, quem desperdiça ou usa muito precisa pagar mais caro por este bem. “Tem gente que usa demais e desperdiça. Quem usa demais deveria pagar mais. Quem está na periferia, usa menos, deve pagar menos”, concluiu.

 
 
 


João Thiago