O fantasma da seca no Vale do Piancó

O fantasma da seca no Vale do Piancó

A seca começa a mudar o cenário na região a paisagem antes verde cede lugar a uma cor cinza e amarela que o nordestino tanto conhece. Acostumado com a situação mesmo assim o mais forte dos sertanejos sente medo e começa a se preocupar. Ainda existe pasto para o rebanho e água nos pequenos e médios açudes. Porém, em alguns casos apenas para o consumo animal e em outros a pouca água começa a evidenciar uma cor marrom e sinais de insalubridade imprópria para o rebanho. No entanto, os animais não resistem e saciam sua sede mesmo com essa água.

 

A grande maioria dos principais reservatórios de água na região está muito abaixo da sua capacidade de abastecimento. E a volta dos carros pipas já é dada como certa o problema é aonde busca água de qualidade. Algumas cisternas do Governo Federal já estão sendo implantadas na zona rural como também perfuração de poços.

 

Este será o segundo ano de seca no Vale e enfrentá-la seguidamente é mais um desafio. A seca foi responsável pela baixa na produção de milho, feijão e arroz principais produtos agrícolas regionais. Além disso, outro setor que sentiu os efeitos da estiagem foi à produção leiteria que diminuiu drasticamente. Somando-se ainda a perda de inúmeros animais que morreram com fome e sede.

A tendência é que ocorra racionamento de água nas cidades a partir dos próximos meses para o consumo humano.  É o caso dos bairros que ficam localizados na parte alta da cidade de Piancó. Segundo informações da Cagepa se não houver uma liberação de água da Barragem Saco de Nova Olinda ou de outros mananciais para alimentar o Rio Piancó e dessa forma haver água para a população daqueles bairros. A saída será o racionamento de água a partir próximos dias.

 

Vale News PB