Número de vítimas da epidemia de ebola na África já ultrapassa 6,2 mil

Número de vítimas da epidemia de ebola na África já ultrapassa 6,2 mil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou na última quarta-feira (24) um novo relatório sobre a situação do ebola na África Ocidental. A quantidade de infectados desde o começo do ano já chega a 6.263, com 2.917 vítimas fatais registradas até o último domingo (21). Apesar do número de casos ter aumentado em relação ao último relatório divulgado, gráficos apontam para o registro de uma queda da quantidade de infectados na última semana em relação à duas anteriores. Os países afetados pelo vírus até agora são Guiné, Libéria, Nigéria, Senegal e Serra Leoa.

Apesar de queda no número de casos semanais, a OMS acredita que o levantamento não seja um reflexo completamente preciso da realidade – visto que reflete apenas os casos que chegam ao conhecimento dos órgãos de saúde oficiais dos países – e diz que a epidemia na África deverá continuar a aumentar.

Entre os países com transmissão considerada generalizada e intensa (Guiné, Libéria e Serra Leoa), a tendência epidemiológica segue alta em Serra Leoa e na Libéria. Na Guiné, embora a OMS afirme que a situação ainda é de grande preocupação, parece ter se estabilizado de acordo com os dados recolhidos – em todas as últimas cinco semanas, o total de novos casos confirmados no país ficou entre 75 e 100.

Na Libéria, 53% dos casos confirmados foram nos últimos 21 dias, enquanto que em Serra Leoa foram 38% e na Guiné 31%. De acordo com os dados da OMS, A Libéria é o país que mais sofreu perdas por conta da epidemia: só o país concentra 1.677 vítimas fatais do vírus. Em Serra Leoa morreram até agora 597 pessoas e na Guiné foram 635 a quantidade de óbitos.

Já entre os países com transmissão localizada (Nigéria, Senegal), somente 21 vítimas e oito mortes foram notificadas até a data do balanço. Nestes dois países, os casos apresentados estavam associados a pessoas que estiveram em contato com os países onde há transmissão generalizada e intensa. A OMS lembra que os casos notificados na República do Congo estão dissociados da epidemia que atinge os demais países da África Ocidental. 

*Do programa de estágio do JB


 

Jornal do Brasil