Novo presidente do PSB diz que apoio a Aécio não envolve cargos

Novo presidente do PSB diz que apoio a Aécio não envolve cargos

O presidente eleito do PSB, Carlos Siqueira, afirmou nesta segunda-feira (13) que o apoio de seu partido à candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência no segundo turno não está condicionado à promessa de cargos em um eventual governo do PSDB. Coordenador da campanha de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto, o dirigente partidário foi aclamado pelo diretório nacional do PSB nesta segunda para comandar a legenda.

“É uma absoluta impropriedade dizer que a direção do partido está tratando com Aécio Neves sobre a ocupação de cargos [...]. Temos por hábito fazer aliança programática, aliança em torno de ideias, em torno de compromissos”, disse Siqueira em uma entrevista coletiva logo após ser eleito, em Brasília, para a presidência do PSB.

 

Siqueira, no entanto, não descartou a possibilidade de sua sigla vir a integrar a Esplanada dos Ministérios caso Aécio vença a eleição presidencial. Neste caso, destacou Siqueira, a parceria com o PSDB se daria com base no "compromisso de mudanças", “jamais no toma lá, dá cá, jamais”, enfatizou.

O dirigente acrescentou também que chegou a procurar Marina Silva, candidata do PSB derrotada à Presidência da República, com quem havia rompido em agosto, e disse a ela que não haveria nenhum constrangimento para continuar no partido.

Coordenador da campanha de Eduardo Campos à Presidência, Siqueira deixou o processo eleitoral quando Marina assumiu a cabeça de chapa, após a morte de Campos. À época, ele acusou Marina de querer mandar na legenda.

“Tomei a iniciativa de ligar para a Marina Silva. Conversamos longamente, tivemos dez meses de um relacionamento bastante profícuo. Houve um desentendimento (...), mas que, na presidência do partido, disse que ela não teria nenhuma dificuldade [em continuar na sigla]”, afirmou. E acrescentou que não haveria “nenhum constrangimento se for o desejo dela de permanecer no PSB”.

Siqueira criticou ainda a postura do presidente interino do partido, Roberto Amaral, de se posicionar contrário à decisão majoritária da sigla de apoiar Aécio no segundo turno.

“Ele [Amaral] tem o direito de ter a opinião dele. Apenas que, como presidente tem que estar de acordo com a maioria. (...) O presidente, por natureza, deve ser o líder da maioria.”

Amaral chegou a divulgar em sua página na internet uma carta em que diz que o PSB “traiu luta de Campos” ao apoiar Aécio e que a sigla “jogou no lixo” o legado de seus fundadores.

 

G1