No Senado, cenário se mostra quase definido pelo afastamento de Dilma

No Senado, cenário se mostra quase definido pelo afastamento de Dilma
Com a proximidade do julgamento final da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), o cenário pró-impeachment no Senado é considerado praticamente irreversível. Em reserva, até os aliados da petista admitem que não há mais o que fazer. Levantamento do Correio, atualizado ontem, mostra que o quadro em desfavor de Dilma é pior do que no início de agosto. Agora, dos 63 senadores que declararam como vão votar, 45 se posicionaram pelo afastamento definitivo e 18 contrários. Os dois únicos indecisos são os senadores Acir Gurgacz (PDT-RO) e Omar Aziz (PSD-AM). Eles votaram a favor da pronúncia da presidente em 9 de agosto.

 

Lúcia Vânia (PSB-GO), José Maranhão (PMDB-PB) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) não foram localizados. Todos eles votaram contra a petista nas duas primeiras sessões. Há ainda 12 senadores que preferiram não declarar o voto ao Correio. Desses, apenas Elmano Ferrer (PTB-PI), Otto Alencar (PSD-BA) e Roberto Muniz (PP-BA) disseram não à pronúncia da presidente. O mais provável é que aqueles que não declararam o voto agora mantenham a mesma posição. Somando os dois únicos indecisos, que também votaram contra Dilma, o placar aponta 59 votos a favor do impedimento da petista e 21 contrários, exatamente o placar final da votação da pronúncia ocorrida em agosto. Para afastar a presidente, são necessários 54 votos — dois terços do total de senadores.

 

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deve se abster novamente. Entre os parlamentares que não declaravam o voto e resolveram abrir após a sessão que decidiu levar a presidente a julgamento final, destacam-se Eduardo Braga (PMDB-AM), Cristovam Buarque (PPS-DF), Jáder Barbalho (PMDB-PA) e Romário (PSB-RJ). Todos disseram que vão votar pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff.
 
 
 

Correio Braziliense