'Não estamos defendendo governo do PT, mas a democracia no Brasil', diz presidente do PT em JP

'Não estamos defendendo governo do PT, mas a democracia no Brasil', diz presidente do PT em JP

A presidente do PT em João Pessoa, Aparecida Diniz, afirmou que nesta sexta-feira (4), foi realizada uma reunião com os preparativos para a plenária da frente suprapartidária pela ‘defesa da democracia’. A frente é formada pelo PT, PC do B, PSB e algumas entidades ligadas a movimentos dos trabalhadores, CUT, CTB e movimentos sociais.

Aparecida afirmou que o PT está se mobilizando com a sociedade, movimentos sociais, sindicais, e que a frente Brasil popular é suprapartidária formada por todos que querem priorizar a democracia. “Na sexta-feira reunimos nossas lideranças de bairro e partido para que em seus locais de atuação mobilizassem até quarta-feira (9) para que comecem a participar e levem mais pessoas e mais entidades para que possa fortalecer a frente”, disse.

“O Brasil precisa de nós, não é só o PT, não estamos defendendo governo do PT, mas a democracia do Brasil. Envolve toda a sociedade, depois de todo esse tempo que a gente constrói essa democracia termos esse retrocesso...”, comentou.

PSOL – ainda fora da frente, a presidente do PT espera que o PSOL participe, pois quer ampliar a frente com partidos que não fazem parte da base aliada, mas entendem que a democracia tem que ser priorizada. “Não podemos retroceder, Dilma foi eleita democraticamente e ninguém pode questionar isso, esse golpe nada mais é do que um retrocesso, uma tentativa de desconstruir conquistas, voltar para a direita e não podemos de maneira nenhuma”, afirmou.

Pedaladas – A presidente afirmou que a maioria da sociedade não entende o que são pedaladas. “O que eles (oposição) estão alegando é que pedaladas seriam o fato de, sem autorização do Congresso, o governo ter pego dinheiro de alguns bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal para pagar contas do governo. Como não houve uma autorização antecipada, que por sinal já aconteceu na semana passada o congresso regularizou essa questão que foi feita para não atrasar o Bolsa Família e algumas obrigações o governo pagou com esses recursos, é o que foi caracterizado pedalada fiscal”, afirmou destacando que em 2015 não houve pedaladas e “discutir 2014 não é legal. Legalmente não existe motivo (para o impeachment)”.

Com informações da CBN João Pessoa. 

 

 


Marília Domingues