Músico do Barão Vermelho morre aos 66 anos, no RJ

Músico do Barão Vermelho morre aos 66 anos, no RJ

Percussionista do Barão Vermelho, Peninha morreu por volta das 17h30 desta segunda-feira, aos 66 anos, vítima de uma hemorragia no estômago. O músico estava internado no Hospital da Lagoa, na Zona Sul do Rio, em estado grave, desde o começo do mês, com problemas digestivos. A informação foi confirmada ao GLOBO por Roberto Frejat, vocalista da banda. O corpo será cremado.

“Queridos amigos e familiares, é com pesar que venho comunicar que o pai dos meus filhos, Paulo Humberto Pizziali, mais conheciso como (Peninha percussão), faleceu agora”, disse Ana Tereza Lima Soler, ex-mulher do músico, nas redes sociais. Baixista do Barão, Rodrigo Santos disse, na manhã de domingo, que o amigo estava no CTI e pediu por orações.

Paulo Humberto Pizziali nasceu no Rio de Janeiro, em 1950. Vivendo em regiões da cidade como o Morro de São Carlos e o Bairro de Fátima – anos mais tarde, passaria temporadas em Saquarema, na Região dos Lagos – ele se aproximou do mundo do samba, e consequentemente, da percussão. Antes de ser efetivado pelo Barão Vermelho, já tinha acompanhado nomes de peso da música como Sivuca, Simone, Gal Costa, Lincoln Olivetti e Ângela Maria.

— Toda a percussão que se ouve nas gravações do Barão é dele — comenta o cantor e guitarrista Roberto Frejat, emocionado com a perda do amigo. — Mesmo antes de ser membro efetivo da banda, ele já tinha gravado conosco, em músicas como “Manhã sem sono”, do disco “Barão Vermelho II” (1983), e “Bete Balanço”, de “Maior abandonado” (1984).

Peninha, como Paulo Humberto sempre foi conhecido, foi incorporado pelo Barão Vermelho no disco “Declare guerra”, de 1986, o primeiro após a saída de Cazuza. Na época, o guitarrista Fernando Magalhães também foi efetivado.

Nas três décadas desde que entrou no Barão, Peninha participou de discos como “Carnaval” (1988), “Carne crua” (1994) e “Barão Vermelho” (2004), gravado após um período de separação. Ele também esteve em diversas apresentações memoráveis da banda, em festivais como o Rock in Rio e o Hollywood Rock. Quando a banda não estava ativa, como atualmente, ele seguia tocando e gravando, em projetos como a banda de salsa Gungala.

— Foram 66 anos muito bem vividos — diz Frejat. — Por trás daquele jeito cascudo, ele era uma pessoa maravilhosa, um grande companheiro, e um músico de um nível muito acima do que qualquer pessoa pode imaginar. Era surpreendente.

Peninha deixa quatro filhos, Paulo, Pedro, Rafael e Luca.

 

G1