Mulher nua faz escândalo em rua e incomoda moradores em Goiânia

Mulher nua faz escândalo em rua e incomoda moradores em Goiânia

O barulho dos gritos de uma mulher nua em uma rua do Setor Bueno, em Goiânia, tirou o sono dos moradores do bairro na madrugada de sábado (5) . Um vídeo registrou a ação da mulher que gritava: “Chama a polícia se não eu não saio daqui”(veja vídeo ao lado).

A vizinhança afirma que o escândalo aconteceu por volta das 5h e durou pelo menos 50 minutos. Testemunhas relataram que, depois de brigar com o companheiro, a mulher saiu do carro sem roupa nenhuma. Ela ainda exigia que o homem a entregasse as chaves do carro.

Este não é um caso isolado. De acordo com os moradores, som alto e gritarias são frequentes na região. Em outro vídeo é possível ver um grupo que, após sair de uma casa de festas na Rua T-36, cantava alto a música “Lepo Lepo”, da banda Psirico.

O barulho da desmontagem de uma estrutura de ferro do estabelecimento também fez com que os vizinhos despertassem de madrugada no final de semana.

O G1 tentou contato com a casa de festas Oliveira's Place, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Justiça
Na tentativa de solucionar ao menos parte dos problemas, moradores de um condomínio entraram na Justiça para pedir isolamento acústico no local. Em fevereiro do ano passado a casa de festas assinou um termo de ajustamento de conduta e se comprometeu a fazer a adequação acústica, a manter a ordem nos estacionamentos e também evitar algazarra e poluição sonora. “Não estamos pedido muito, não é? Só queremos sossego”, afirma uma das moradoras da região, que não quis se identificar.

De acordo com Ministério Público de Goiás, desde que o termo foi assinado, três ações civis públicas foram registradas por descumprimento do acordo. “Isso fez com que o Ministério Público ajuizasse inicialmente uma ação de execução de obrigação de fazer e posteriormente duas outras em razão de novos episódios de violação desses limites legais”, afirma o promotor Marcelo Fernandes de Melo.

Segundo o diretor da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma), Gustavo Caetano, o estabelecimento vem sendo monitorado com a medição de níveis de decibéis emitidos pelo local. “Este processo está em trâmite e, esgotando esse prazo dado legalmente pela legislação para que o mesmo fique em conformidade com o que a legislação define, será feitas medidas mais incisivas que podem chegar até uma medida de urgência que pode ser o embargo das atividades”, afirma.

Gustavo Caetano acredita que, mesmo com a fiscalização, o problema também é gerado pela própria população, que desrespeita o próximo. “A questão da perturbação sonora é uma questão ambiental, seu duvida nenhuma, mas também trata-se de um problema educacional, cultural de respeito com o próximo, com a vizinhança para que todos vivam de forma harmoniosa”, opina.

G1