MPF denuncia dono de gráfica e mais oito por suposta fraude no Ministério das Cidades

MPF denuncia dono de gráfica e mais oito por suposta fraude no Ministério das Cidades
O Ministério Público Federal do Distrito Federal apresentou denúncia à Justiça contra nove pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes em contratos do Ministério das Cidades: sete ex-funcionários da pasta e dois empresários. Entre os acusados está o dono da gráfica Dialog, Benedito Rodrigues Oliveira Neto, conhecido como Bené.
 
Bené foi alvo da Operação Acrônimo, da Polícia Federal, por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. A mesma operação teve como alvo o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e a mulher dele, Carolina de Oliveira. Bené prestou serviço para a campanha de Pimentel em 2014, mas o governador nega envolvimento com qualquer atividade ilícita.

 

No caso da supostas irregularidades apontadas pelos procuradores da República, os casos teriam ocorrido entre 2007 e 2009. Segundo a denúncia, que ainda precisa ser analisada pela Justiça Federal, os nove suspeitos atuaram juntos para desviar R$ 2,9 milhões por meio de fraudes em contratos para organização de eventos. Se o juiz aceitar a denúncia, eles passarão a ser réus em ação penal e poderão se defender das acusações.

A Procuradoria da República também apresentou ação civil de improbidade administrativa para tentar reaver para os cofres públicos os valores desviados.

Segundo a acusação, uma empresa de Benedito, a Dialog, teria fraudado processo do pregão eletrônico, atribuindo preços baixos a itens pouco utilizados e sobrepreço em produtos mais consumidos. O objetivo, segundo o Ministério Público, seria vencer a licitação e garantir os contratos.

Na Operação Acrônimo, deflagrada em outubro de 2014, foram examinadas as movimentações de 30 empresas, incluindo a gráfica de Bené. Na época, a PF chegou a apreender R$ 116 mil que estavam com Bené e outros dois homens num jatinho que saiu de Belo Horizonte e aterrissou em Brasília.

A operação apurou suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de sobrepreço e inexecução de contratos com o governo federal desde 2005. Há suspeita de que os recursos desviados alimentavam campanhas eleitorais.

 

O advogado Celso Lemos, responsável pela defesa do empresário, informou à TV Globo que ainda não foi notificado sobre o teor da denúncia contra o cliente dele. Lemos, contudo, frisou que não há indícios da prática de irregularidades por parte do empresário.

O G1 procurou a assessoria do Ministério das Cidades, mas até a última atualização desta reportagem não havia obtido resposta.

 

 

 

G1