MP pede abertura de inquérito para investigar ex-ministro Edinho Silva

MP pede abertura de inquérito para investigar ex-ministro Edinho Silva

A Procuradoria da República no Distrito Federal informou que requisitou nesta segunda-feira (8) à Justiça Federal a abertura de inquérito policial para investigar suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro pelo ex-ministro da Comunicação Social Edinho Silva, o laboratório farmacêutico EMS e o senador cassado Delcídio Amaral.

O pedido foi feito à 10ª Vara Federal e tem por base informações fornecidas por Delcídio do Amaral aos investigadores da Operação Lava Jato em depoimento do acordo de delação premiada firmado pelo ex-parlamentar. Segundo a procuradoria, se atendido, a investigação será conduzida de forma conjunta entre o Ministério Público e a Polícia Federal.

Segundo Delcídio afirmou no depoimento, em 2014, ele procurou Edinho Silva, então tesoureiro da campanha presidencial deDilma Rousseff, pedindo ajuda para o pagamento de de R$ 1 milhão referente a dívida de campanha - na ocasião, Delcídio, então filiado ao PT, foi candidato a governador do Mato Grosso do Sul. De acordo com o ex-senador, Edinho Silva recomendou que as empresas credoras apresentassem notas fiscais como prestadoras de serviço para a EMS.

Em maio, o ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou que a investigação do caso fosse transferida para a primeira instância da Justiça Federal porque Edinho Silva deixou de ser ministro e, portanto, perdeu o chamado foro privilegiado, que permitia que fosse investigado somente no âmbito do STF.

O ministro decidiu depois de ter recebido pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "Essas informações [fornecidas por Delcídio do Amaral] revestem-se de seriedade e consistência suficientes a exigir uma completa e cabal apuração dos fatos criminosos noticiados", afirmou o procurador-geral no texto do pedido.

Na ocasião, Edinho Silva divulgou nota na qual afirma que as informações dadas por Delcídio na delação premiada "não passam de uma mentira escandalosa". Segundo o ex-ministro, ele não cometeu irregularidades como tesoureiro da campanha.

"Em relação às alegações que serão esclarecidas pela Justiça Federal, reforço que nenhuma irregularidade ocorreu. As empresas fornecedoras da campanha do ex-senador Delcídio do Amaral já afirmaram que não houve qualquer recebimento. A suposta empresa doadora também já afirmou que nenhum pagamento foi feito", afirmou na nota.

Apesar da argumentação do ex-ministro, a Procuradoria da República no Distrito Federal afirma que os indícios acumulados sobre o caso justificam a abertura do inquérito e a continuidade das investigações.

 

 

 

G1