Motoristas de Campina Grande paralisam atividades e população fica sem transporte urbano a partir desta quarta-feira

Motoristas de Campina Grande paralisam atividades e população fica sem transporte urbano a partir desta quarta-feira

Os campinenses que dependem do transporte público para se locomover terão que enfrentar muita dificuldade hoje para chegar ao trabalho, escola ou resolver problemas particulares. É que desde as zero horas desta quarta-feira (22), os motoristas e cobradores de ônibus de Campina Grande entraram em greve. Eles decidiram paralisar as atividades a partir desta quarta-feira depois de mais uma tentativa frustrada de negociação entre patrões e representantes da categoria.

A decisão foi tomada na tarde desta terça-feira (22) durante a segunda rodada de negociação entre as partes, realizada na Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Os empregados alegam que as empresas não aceitam discutir suas propostas e 220 veículos que fazem o transporte público municipal devem permanecer nas garagens e também não houve acordo no tocante ao valor do reajuste salarial. Eles reivindicam 17% de reajustes salarial, e depois baixaram o percentual para 11% mas os empresários do sistema ofereceram 7%.

O diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sitrans) de Campina Grande, Anchieta Bernardino, informou que o órgão só vai se pronunciar após ser notificado sobre o início da paralisação para tomar as providências cabíveis quanto à paralisação dos coletivos. A greve por tempo indeterminado não afeterá o transporte intermunicipal, segundo o Simcof.

Segundo o Simcof, houve redução no pedido de proposta salarial por parte dos sindicalistas, mas em nenhuma das três últimas reuniões, todas realizadas com mediação do Ministério do Trabalho e Emprego, chegou-se a um consenso.

A greve nos transportes coletivos deve prejudicar a maior parte da população campinense que utiliza esse serviço. O prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB) lamentou o anúncio de greve feito pelos motoristas dos transportes coletivos da cidade. Ele disse que esse movimento é sombra de paralisações em outras cidades brasileiras.

Romero admitiu que a prefeitura poderá intervir no processo de maneira a mexer na tarifa para evitar que a greve se prolongue por muito tempo.

- Termina a prefeitura tendo que entrar com participação no processo em relação à questão de tarifa – disse Romero.

Ele lembrou que no ano de 2013 houve uma redução no valor da tarifa em Campina Grande, devido a incentivos concedidos pela e prefeitura e agora um eventual reajuste poderá ser discutido.

PBAgora