Moro diz que não vai comentar fatiamento da Lava Jato

Moro diz que não vai comentar fatiamento da Lava Jato

O juiz Sergio Moro evitou nesta quinta-feira (24) comentar sobre o fatiamento da Operação Lava Jato. Na quarta, o Supremo Tribunal Federal decidiu remeter à Justiça Federal de São Paulo parte de uma investigação relacionada a desvios no Ministério do Planejamento, inicialmente conduzida por Moro, que concentrou em Curitiba todos os processos da operação.

Moro proferiu palestra sobre as lições das Operações Mãos Limpas, que combateu a corrupção na Itália, em almoço com 580 empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais) no Hotel Grand Hyatt, na capital paulista.
 Ao ser questionado sobre se o fatiamento prejudica a operação, o juiz federal afirmou que os juízes têm limitações para falar sobre processos em andamento e que não se sente confortável em comentar a decisão do STF.

Moro disse que as sentenças resultantes da Operação Lava Jato mostram a existência de uma corrupção sistêmica, onde o pagamento de propinas era natural entre os envolvidos em contratos públicos investigados. E disse que a iniciativa privada é a esfera com maior poder para mudar essa situação.

O juiz afirmou que parte das investigações das Operações Mãos Limpas foi prejudicada com a anistia, prescrição e morosidade da Justiça italiana, bem como por mudanças nas leis, promovidas por autoridades políticas daquele país. Segundo ele, a Lava Jato, "ao revelar tantos e tantos casos de corrupção sistêmica, deve ser uma oportunidade de mudança".

Moro também afirmou ser contra o foro privilegiado, embora considere que o instituto não seja mais sinônimo de impunidade, desde o julgamento do mensalão.

 

 

 

 

G1