Ministro vê selvageria contra Dilma e diz que só ouve elogios ao Itaquerão

Ministro vê selvageria contra Dilma e diz que só ouve elogios ao Itaquerão

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu a presidente Dilma Rousseff, que foi vaiada pela torcida durante a vitória da seleção brasileira por 3 a 1 diante da Croácia na abertura da Copa do Mundo de 2014 na última quinta-feira, no Itaquerão. Rebelo acredita que o protesto foi além das vaias e citou "selvageria e ódio" para definir a atitude dos torcedores.

"Há que se fazer diferença entre vaia, que é comum nos estádios, com jogadores, técnicos, árbitros, mas o xingamento ultrapassa o limite da manifestação política. É uma demonstração de intolerância, falta de respeito, educação... Pessoas que receberam instrução formal assumiram comportamento selvagem, marcado pelo ódio, é inaceitável, imperdoável. O espetáculo de abertura não merecia aquele ato de desrespeito a qualquer pessoa, principalmente a presidenta", afirmou o ministro durante a inauguração do Museu Pelé na cidade de Santos neste domingo.

Além de defender a presidente Dilma, o ministro também rebateu as críticas sofridas pelo Itaquerão na abertura da Copa. Rebelo, inclusive, citou que só ouviu elogios sobre o estádio.

"Conversei com várias pessoas que foram ao estádio, não sei do que a Fifa se desculpou. Eu ouvi e vi que o trânsito fluiu com normalidade de cidade grande, metrô e trem funcionário. Houve manifestações, que enquanto se mantiveram pacíficas foram respeitadas, e que quando foram para a violência, a polícia teve de agir", disse.

O jogo entre Brasil e Croácia teve vários problemas operacionais como falha na iluminação, falta de comida e problemas de funcionamento geral do estádio, como no acesso a internet, por exemplo. Questionamento sobre os problemas internos, Aldo Rebelo isentou o governo brasileiro e lembrou que a partida não foi prejudica por nenhum momento.

"O espetáculo em nenhum momento foi prejudicado por esses episódios. Problema dos refletores não atingiu transcorrer da partida. Problemas dos fornecedores dentro do estádio não são problemas do governo ou do estado brasileiro", disse.

No geral, o ministro do Esporte está bem satisfeito com a qualidade da Copa do Mundo, tanto dentro como fora de campo.

"Claro que o balanço recomenda a precaução e aconselha a cautela pela espera da conclusão da Copa. O balanço é muito positivo, o país funcionou normalmente, mesmo com o impacto do mega-evento que é a Copa. Os aeroportos, a rede hoteleira, o sistema de saudade, tudo correspondeu. Principalmente na parte técnica temos uma Copa do Mundo excepcional, jogos de grande qualidade, como realizaram Espanha e Holanda, acho que daqui por diante é seguir o padrão restabelecido e conduzir os trabalhos para a final no Maracanã, no dia 13 de julho", concluiu.

uol