Ministro manda investigar empresa que recebeu da campanha de Dilma

Ministro manda investigar empresa que recebeu da campanha de Dilma

O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta terça-feira (25) que o Ministério Público de São Paulo investigue uma empresa que recebeu R$ 1,6 milhão da campanha que levou à reeleição da presidente Dilma Rousseff no ano passado.

Gilmar Mendes é relator da prestação de contas de Dilma, aprovada com ressalvas. Mas o ministro manteve o processo aberto para apurar irregularidades em razão da Operação Lava Jato. Na semana passada, Mendes pediu à Procuradoria Geral da República e à Polícia Federal que apurem se houve crimes lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

No despacho desta terça, o ministro enviou ao órgão relatório da Secretaria de Fazenda de São Paulo sobre a empresa Angela Maria do Nascimento Sorocaba-ME, para apuração de "eventual ilícito".

O G1 procurou o ministro Edinho Silva (Comunicação Social), coordenador financeiro da campanha de Dilma no ano passado, mas não conseguiu contato. Também procurou o PT, do qual aguardava resposta até a última atualização desta reportagem.

 

 

O relatório da Secretaria de Fazenda aponta que a empresa foi aberta em agosto do ano passado e, até setembro, recebeu R$ 3,6 milhões. Desse total, notas de R$ 1,6 milhão foram emitidas em nome da campanha eleitoral da petista. O documento destaca que a empresa "não apresentou registro de entrada de materiais, produtos ou serviços" e que não foi encontrada no endereço registrado.
 
A proprietária, Angela Maria do Nascimento, afirmou aos fiscais ter sido orientada a abrir a firma para funcionar no período eleitoral e que todo o material vinha de outra empresa. O contador da proprietária declarou ter aberto a firma de Angela Maria a pedido de sócios dessa outra empresa, para que esta se mantivesse no cadastro do Simples Nacional, sistema simplificado de pagamento de tributos.
 
A ordem de Gilmar Mendes decorre de apurações que ele solicitou a vários órgãos de fiscalização após aprovar com ressalvas as contas de campanha eleitoral de Dilma do ano passado.

 

 

 

 

G1