Ministro do PTB se oferece para voltar ao Senado e votar a favor de Dilma

Ministro do PTB se oferece para voltar ao Senado e votar a favor de Dilma

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, se ofereceu para retornar ao Senado Federal e votar contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário daquela Casa.

O processo já passou pela Câmara dos Deputados e está tramitando no Senado Federal, onde são ouvidas testemunhas na comissão especial da Casa.

"Se [a presidente Dilma Roussff] me liberar, terei disposição para votar no Senado e afirmar essa solidariedade ao governo e à presidente", disse ele nesta segunda-feira (2) ao ser questionado por jornalistas. Monteiro Neto foi eleito senador pelo PTB de Pernambuco.

O ministro também criticou a eventual transferência da área de comércio exterior, atualmente sob o comando do MDIC, para o Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com o blog do Camarotti, o senador José Serra (PSDB-SP) recebeu oferta para ocupar o Ministério das Relações Exteriores "turbinado" em um eventual governo Michel Temer.

De acordo com o desenho imaginado pelo vice-presidente Temer, a parte de comércio exterior do Ministério do Desenvolvimento seria incorporada ao Itamaraty. Para tucanos, Serra demonstrou simpatia pela proposta.

Para o atual ministro do MDIC, Armando Monteiro Neto, "não se deve confundir essas duas ações". "A experiência internacional demonstra que países que têm maior protagonismo do comércio exterior separam a diplomacia do comércio. É assim que os Estados Unidos, a China e a grande parte dos países do bloco europeu trabalham", afirmou.

Segundo o ministro, é perfeitamente possível o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento trabalharem de "forma alinhada".

"A dimensão da chancelaria se situa no plano político. É fundamental preservar as relações políticas. Nas relações multilaterais, a diplomacia cumpre papel insubstituível. Mas a ação comercial se situa em um outro plano e, às vezes, pode até causar tensões de natureza política", opinou Monteiro Neto.

 

 

 

 

G1