Militantes do PSOL lançam manifesto de apoio à candidatura de Radical

Militantes do PSOL lançam manifesto de apoio à candidatura de Radical

Militantes do PSOL de Campina Grande lançaram nesta quinta-feira (31) um manifesto de apoio à candidatura de Antonio Radical, candidato ao governo da Paraíba pelo PSTU. Eles afirmam que uma frente de esquerda foi construída em vários estados do país, mas na Paraíba ela não aconteceu graças a política “hegemonista” da Direção Estadual do PSOL. 

 
Mas essa posição, garantem, não era a única no interior do partido. Segundo eles, durante o debate da frente, um grupo de militantes do PSOL de Campina Grande chegou a lançar um manifesto em defesa da frente de esquerda, o que não foi concretizado. 
 
Diante dos acontecimento, o grupo de militantes que compõe o Coletivo de Resistência Socialista (CRS) lançaram hoje um manifesto de apoio a candidatura de Antonio Radical para governador e para presidente fazem um chamado as candidaturas do campo da esquerda.
 
O apoio foi recebido com alegria pelos militantes do PSTU. “Para nós do PSTU, é com muita alegria que recebemos esse apoio dos companheiros do PSOL. Militantes históricos como David Lobão, que foi candidato à governador pela frente de esquerda em 2006 e que hoje está na direção do SINASEFE; José de Arimatéia, presidente municipal do PSOL de Campina Grande; Sizenando Leal, membro da Executiva Municipal do PSOL de Campina Grande, além de outros valorosos militantes e ativistas do PSOL de Campina Grande”.
 
Segundo o coletivo, com o apoio à candidatura de Radical poderá se colocar em prática a frente de esquerda. “Mesmo que a Direção Estadual do PSOL não queira, convidamos todos os militantes que, assim como nós, acreditam que a frente de esquerda é a verdadeira alternativa para a classe trabalhadora paraibana, a se juntarem ao PSTU e ao CRS e assim construírmos uma Paraíba para os trabalhadores”.
 
Veja abaixo o manifesto:
 
MANISFESTO ELEIÇÕES GERAIS 2014
 
Ao Povo Paraibano!
 
Depois das grandes manifestações de 2013, acreditávamos que viveríamos outro momento onde os trabalhadores passariam a ser protagonistas das lutas por mudanças, no nosso país. Infelizmente não conseguimos despertar o povo brasileiro para manter vivo e aceso nosso sentimento de mudança: a justa luta por Educação, Saúde, Segurança, Empregos, etc. teve uma trégua e vimos de forma impotente setores das classes dominantes capitalizarem para ser o justo e sincero sentimento de mudanças do povo.
O ataque e criminalização contra os movimentos sociais, a repressão e a propaganda da mídia nos derrotaram, e não tivemos força para reproduzir, em 2014, as grandes manifestações do ano anterior. Apesar de toda dificuldade os trabalhadores foram às lutas. Milhares de trabalhadores(as) fizeram greves e lutaram por seus direitos. Usando da força e da lei, os representantes das classes dominantes, PT e PSDB/PSB, cumpriram o mesmo papel, reprimiram os movimentos, criminalizando seus dirigentes.
 
O momento exigia que todos os setores comprometidos com as lutas dos (as) trabalhadores(as) se unificassem, tínhamos a obrigação de irmos para eleições de forma unida e, infelizmente, não é isso que estamos vendo na esquerda brasileira e nas eleições 2014. Os partidos comprometidos com os trabalhadores(as) apresentaram candidatos(as) diferentes à Presidente do Brasil. O PSOL, Luciana Genro, o PSTU, Zé Maria e o PCB, Mauro Lassy, companheiros(as) valorosos(as) que têm a obrigação de potencializar suas candidaturas como importante instrumento de fortalecimento da luta dos  trabalhadores(as).
 
Conclamamos aos três candidatos a trabalharem buscado a UNIDADE DO PROGRAMA, potencializando os espaços abertos no processo eleitoral para denunciar as ações da classe dominante e fortalecer a luta dos trabalhadores. Acreditamos que o eixo fundamental é a denuncia do SISTEMA DA DÍVIDA PÚBLICA, que vem transferindo um enorme volume de dinheiro para os representantes do grande capital, principalmente os banqueiros.
 
Na Paraíba, as negociações de cargos internos para disputa já nas prévias do PSOL, lamentavelmente foram mais importante do que a construção de uma candidatura unitária para enfrentar as candidaturas burguesas,  inviabilizaram a construção de uma Frente de Esquerda e deixou a candidatura do companheiro Radical, pelo PSTU, pela sua história e participação ativa, na luta dos(as)  trabalhadores(as), como a que mais pode potencializar as mesmas denúncias que vemos como o eixo fundamental, a de que o pagamento da divida atende aos interesses dos banqueiros e inviabiliza qualquer programa que atenda as necessidades e reivindicações históricas do povo.
 
Esperamos responsabilidade daqueles que têm compromisso com a luta dos  trabalhadores(as)  e façamos uma campanha, DIZENDO NÃO!, Contra os representantes das classes dominantes como nossos inimigos. Vamos somar forças nas campanhas de Luciana Genro, Zé Maria e Mauro Lassy para presidente do Brasil e Antônio Radical para Governador da Paraíba. 
 
COLETIVO DE RESISTÊNCIA SOCIALISTA – CRS/PB