Microcefalia: debate sobre Educação Especial inicia processo de formação para educadores da Rede Municipal

Microcefalia: debate sobre Educação Especial inicia processo de formação para educadores da Rede Municipal
Com a finalidade de preparar as creches de Campina Grande para acolher os bebês com microcefalia ou outros distúrbios provocados pela Síndrome da Zika Congênita, a Secretaria de Educação do Município (Seduc) iniciou nesta terça-feira (19) o processo de formação para os professores e cuidadores que atuam nas 12 creches com berçário da Rede Municipal de Ensino.

Os profissionais que participaram da formação, realizada no Centro de Tecnologia Educacional (CTE), deverão ser os primeiros da Rede Municipal a trabalhar com os bebês, uma vez que eles podem ser matriculados nas creches com berçário a partir dos quatro meses de idade.

Embora já existam na cidade crianças que nasceram com microcefalia nessa faixa etária, a Seduc ainda não registrou nenhuma demanda de vaga para os bebês nos berçários, mas entende que a Rede Municipal precisa estar preparada para garantir o direito à educação dessas crianças.

Para tanto, nessa primeira etapa do processo de formação, os cuidadores e professores debateram durante as palestras temas como Educação Especial e inclusão. Na oportunidade, a gerente de Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde, Rossandra Oliveira, também conversou com os educadores sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e suas implicações.

Em sua fala aos professores e cuidadores, a secretária de Educação do município, Iolanda Barbosa, destacou que a capacitação dos profissionais que atuam nos berçários representa a ampliação do trabalho de assistência que a Prefeitura vem realizando através da área de Saúde, para os bebês e suas famílias, que serve de referência para todo o país.

“A criança que nasce com microcefalia é cidadã como qualquer outra e precisa ter seu direito à educação garantido. Entendemos a opção de algumas mães de não colocar o bebê na creche nos primeiros meses de vida, mas essa decisão é unicamente da família. O que nos cabe, nesse momento, é garantir a matrícula e aprendermos a cuidar dessas crianças, estando preparados para acolhê-las quando a demanda surgir”, pontuou.

Já a coordenadora do Programa Saúde na Escola, Micheline Pires, salientou que o processo de capacitação terá continuidade nas próximas semanas e deve se estender até o final do ano, através de formações mensais. No próximo sábado, a Seduc promoverá a mesma formação da terça-feira para os profissionais que não puderam participar do encontro durante a semana.



 
 

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