Mercado reduz mais uma vez a previsão de inflação de 6,44% para 6,41% em 2014

Mercado reduz mais uma vez a previsão de inflação de 6,44% para 6,41% em 2014

Os analistas e investidores do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central reduziram mais uma vez as previsões para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2014 e nos próximos 12 meses, revelam dados do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28).

A projeção para a inflação em 2014 recuou de 6,44% para 6,41%, enquanto a média das estimativas de alta do IPCA nos próximos 12 meses caiu de 5,95% para 5,94%. Para o próximo ano, a estimativa subiu de 6,12% para 6,21%. Para julho, a previsão do mercado para o aumento do IPCA caiu de 0,22% para 0,15%.

Taxa de juros fica estável

A previsão dos investidores para a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, foi mantida em 11% ao ano até o fim de 2014. Pela segunda vez seguida, o Banco Central manteve a Selic neste nível, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada há duas semanas. Para 2015, a previsão para a Selic também se manteve em 12% ao ano.

Os economistas também mantiveram em 5,00% a previsão para os preços administrados para 2014, mesma previsão que consta na ata da última reunião do Copom. Para 2015, a projeção foi ajustada de 6,50% para 6,75%. Há quatro semanas, a expectativa para o próximo ano era de 7,00%.

Já a aposta do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira em 2014 caiu de 0,97% para 0,90%, a nona redução seguida. Há quatro semanas a expectativa era de 1,10%. Para 2015, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todas as riquezas produzidas no País, segue em 1,50%.

Queda em outros indicadores de inflação

A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2014 caiu de 4,49% para 4,34%, mostra o Focus. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e que corrige os contratos de aluguel, recuou de 5,01% para 4,87%.

Quatro semanas atrás, a projeção do mercado para 2014 era de alta de 5,45% para o IGP-DI e de 5,44% para o IGP-M. Para 2015, a projeção para o IGP-DI foi ajustada de 5,50% para 5,52%. A do IGP-M no próximo ano, foi corrigida de 5,55% para 5,61%.

Segundo o Focus, a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2014 se manteve em 5,56%. Há um mês, a expectativa era de 6,04%. O IPC/Fipe mede a inflação ao consumidor em São Paulo.Para 2015, a projeção caiu de 5,13% para 4,97%. Um mês antes a expectativa era de 5,00%.

Estabilidade

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2014 se manteve igual à da semana anterior, com expectativa de retração de 1,15%. Para 2015, também continuou em 1,70%. Há quatro semanas, o boletim Focus apontava estimativa de queda de 0,14% para 2014 e alta de 2,20% em 2015 para o setor.

Os analistas mantiveram estável em 34,85% a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. Há quatro semanas estava em 34,70%. Para 2015, segue em 35% há seis semanas.

Dólar, investimentos estrangeiros e balança comercial

Segundo a pesquisa Focus, a previsão para a taxa de câmbio em 2014 ficou estável em R$ 2,35. Para 2015, a expectativa se manteve em R$ 2,50.Também as projeções para a entrada de investimento estrangeiro direto (IED) se mantiveram em estabilidade, com apostas de US$ 60 bilhões para este ano e de US$ 55 bilhões para 2015.

Para 2014, a projeção para o superávit da balança comercial (diferença entre exportações e importações) segue em US$ 2 bilhões. Para 2015, a previsão foi ajustada de US$ 9,8 bilhões para US$ 9,4 bilhões.

 

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