Menina de 11 anos simula casamento e realiza o sonho de ser levada ao altar pelo pai com câncer terminal

Menina de 11 anos simula casamento e realiza o sonho de ser levada ao altar pelo pai com câncer terminal

Josie Zetz não poderá ser levada ao altar pelo pai no dia de seu casamento. Mas graças à fotógrafa californiana Lindsey Villatoro, a menina de apenas 11 anos teve a chance de “realizar” este sonho, que com certeza ela jamais esquecerá.

Jim, pai de Josie, tem 62 anos e sofre de câncer no pâncreas. Por conta disso, decidiu, junto com a sua esposa, Grace, procurar pela fotógrafa da “Love Song Photography”. Há dois anos, Lindsay começou a oferecer sessões de fotos para clientes em estágio terminal ou com doenças graves, que desejavam registrar alguns momentos especiais de suas jornadas. “Eu tento mostrar às pessoas quem elas realmente são, elas não são a doença”, disse ao Huffington Post.

Lindsay foi então à casa do casal para a sessão de fotos e se ofereceu para fotografar também a pequena Josie. Assim que saiu de lá, postou sobre a família em seu site e aproveitou para pedir doações de presentes para a filha. A menina comemoraria o seu último aniversário ao lado do pai em alguns dias e a fotógrafa queria que o momento fosse inesquecível. Mas foi aí que Lindsay decidiu fazer da surpresa algo maior e teve a ideia de organizar um casamento para filha do casal – com flores, sobremesas, anel de compromisso e vestido de noiva – para que o pai pudesse ter a chance de levá-la ao altar.

“Fui ao encontro de Josie [no dia do casamento]”, contou Lindsay. “Ela estava um pouco confusa, quando a mãe foi buscá-la na escola e contou tudo. Ela pediu um tempo. Em seguida, disse, ‘Este é o melhor dia da minha vida’. Josie estava muito feliz e animada para viver aquele momento”.

Todos se reuniram então para o casamento e Lindsay capturou todos os detalhes para criar o vídeo “Walk me down the Aisle Daddy".

O acontecimento foi tão especial, que emocionou a todos e foi logo viralizado por vários sites e redes locais.

“Eles queriam espalhar a história, para que as pessoas conhecessem Jim e se sentissem parte da família”, contou a fotógrafa. “Muito em breve, chegará o dia em que ele não estará mais aqui. Por isso, fazer com que os outros vejam este momento especial e se conectem com a família é muito importante para eles. Eles se sentem abençoados... O meu objetivo ao fazer este tipo de trabalho é preservar a pessoa. Muitos focam na morte e não na beleza da pessoa com quem eles viveram e nas memórias que deixaram”.