Médica cobra incentivos do Poder Público para as pesquisas científicas na Paraíba

Médica cobra incentivos do Poder Público para as pesquisas científicas na Paraíba

A médica Adriana Melo, pesquisadora do vírus da zika, cobrou do governo mais incentivos para as pesquisas que estão sendo realizadas na Paraíba, mais especificamente no município de Campina Grande, onde começaram as pesquisas sobre o vírus relacionado à síndrome da Zika Congênita, que derivou a microcefalia e outras doenças acometidas em mulheres grávidas.

Ela, que foi homenageada na Assembleia Legislativa com a Medalha Epitácio Pessoa e com o Diploma de Napoleão Laureano durante sessão solene realizada nesta sexta-feira (26), se disse muito feliz com o reconhecimento do Poder Legislativo paraibano e através do qual pediu um olhar mais atencioso para o setor de Saúde do Estado.

A sessão foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Adriano Galdino, e pelo deputado Ricardo Barbosa, ambos do PSB.

Em entrevista à imprensa, a médica disse que espera agora por mais ajuda do Poder Público, uma vez que a sua equipe já mostrou que é capaz de fazer pesquisas científicas e que elas sempre foram feitas do próprio bolso e em clínicas particulares.

“A gente já bancava as nossas pesquisas. Agora, que tivemos esse reconhecimento, queremos incentivos para continuar. Se sem incentivo a gente fez o que fez, garanto que com incentivo vamos ajudar e muito”, ressaltou.

Ela informou ainda que para se ter uma ideia das dificuldades, a Paraíba não possui ainda o aparelho de PCR (Polymerase Chain Reaction) utilizado em laboratórios de pesquisas médicas e biológicas para diversas tarefas.

Adriana Melo disse já apelou ao Ministério da Saúde, que ficou de enviar o equipamento para o Laboratório de Saúde Pública da Paraíba, e que vai lutar para que Campina Grande consiga também um aparelho.

“Nosso município não tem uma ressonância no serviço público. Eu fico até constrangida porque a Prefeitura Municipal não tem esse objetivo de bancar pesquisa porque se o gestor tira verbas para pesquisas deixa de investir muito mais na assistência, mas eu agradeço porque o prefeito Romero Rodrigues tem acreditado desde o começo em mim e tem sido a nossa única fonte de estímulo à pesquisa até o momento”, explicou.

Para a médica Adriana Melo, a pesquisa sempre esteve em seu sangue e que nunca gostou de reproduzir o conhecimento dos outros, mas de testar o conhecimento e até de descobrir, por isso formou um grupo de pesquisa independente, o Ipesq.

“Já estamos com sete anos neste trabalho. Não nos conformamos em não ter uma pesquisa de maior qualidade. A minha tese de Doutorado hoje é referência para o Colégio Americano em Ginecologia e Obstetrícia. Então pra nós está sendo muito gratificante tudo isso porque é um alerta mundial e precisamos buscar formas preventivas, o que se torna muito mais barato para os governos”, ressaltou.

 

 

 

 

 

Paraíbaonline