'Manoel Jr. em Ministério é decisão consciente de Dilma para unir PMDB na base do governo', diz cientista político

'Manoel Jr. em Ministério é decisão consciente de Dilma para unir PMDB na base do governo', diz cientista político

O cientistas político, José Henrique Artigas, comentou a possibilidade de o deputado federal, Manoel Júnior (PMDB) ocupar o Ministério da Saúde e falou do suplente que deve assumir o lugar do peemedebista na Câmara.

De acordo com Artigas, Manoel Júnior vinha se colocando sistematicamente contra o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), chegou a sugerir a renúncia, vinha votando contra o governo em todas as medidas do reajuste fiscal, inclusive foi contrário à CPMF e ainda assim está cotadíssimo para o Ministério da Saúde uma vez que foi indicado pela bancada do PMDB.

Para o cientista, a atitude foi consciente da presidenta, pois não basta contar só com os que estão do seu lado. “Dilma tinha que fazer acordo com os que estão na oposição no partido aliado que é o PMDB. A única forma de trazer a base parlamentar para dentro do governo e o resultado já mostrado na votação dos vetos, foi uma vitória do governo e Manoel Júnior como ministro a base descontente do PMDB deve vir para a base do governo”, afirmou.

Manoel Júnior é médico cirurgião e com a saída da Câmara dos deputados, abre vaga para o novato na política, André Amaral Filho. 

Amaral é presidente nacional da juventude do PMDB e único representante do partido na União Nacional dos Estudantes (UNE). No registro de candidatura junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o suplente informou que era bolsista/estagiário.

“É um novo deputado, nunca havia assumido cargos de representação estadual. É uma postura de novato na política”, afirmou lembrando que Manoel Júnior teve mais de 105 mil votos e só perdeu para Veneziano e Hugo Motta na lista dos eleitos, já Amaral teve apenas 6 mil votos.

O cientista classifica essa ascensão do deputado como desvio do sistema eleitoral, “a legitimidade de um representante que teve pouco mais de seis mil votos. Se comparar com o titular há uma redução da representatividade muito grande fruto dos desvios do sistema eleitoral”, disse.

Comparando a votação dos 12 deputados paraibanos o último em número de votos é Benjamin Maranhão do Solidariedade que teve mais de 64 mil votos, praticamente 10 vezes mais que Amaral. 

 

 

 

 

Com informações da CBN João Pessoa.