Manoel Jr. admite acordo, mas garante candidatura a reeleição no PMDB para evitar ‘golpe’ de Gervásio

Manoel Jr. admite acordo, mas garante candidatura a reeleição no PMDB para evitar ‘golpe’ de Gervásio

O deputado federal e presidente do PMDB em João Pessoa, Manoel Júnior, comentou, em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, nesta sexta-feira (21), que não tem intenção de se perpetuar no diretório municipal, mas que vai se candidatar a reeleição para evitar o que ele chamou de “tentativa de golpe”, do deputado estadual Gervásio Maia.

Manoel Júnior confirmou a existência de um acordo de rodízio à frente do diretório, mas afirmou que o partido já decidiu que terá candidatura própria na Capital e que os que professam o oposto “terão de esperar outro momento”, afirmou. “Coloco meu nome e se o diretório referendar, vamos conduzir o PMDB por mais dois anos”, garantiu.

O deputado ainda desmentiu Gervásio afirmando que o parlamentar tem sido convidado para as reuniões do diretório estadual, mas explicou que o encontro desta quinta-feira (20), com o senador e presidente estadual José Maranhão e os deputados federais Veneziano Vital do Rego e Hugo Motta, foi apenas uma reunião informal dos parlamentares federais, justificando o fato de Gervásio não ter sido informado.

Manoel Júnior fez um apanhado histórico lembrando que em 2010 Ricardo Coutinho “abandonou” o PMDB para se aliar ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB) contra José Maranhão. Ele contou ainda que o deputado Gervásio assumiu na Assembleia Legislativa a oposição ao governo socialista. “Sempre fui oposição, divergi do meu partido porque optei pela candidatura de Cássio Cunha Lima em 2014, explicando que não poderia subir no palanque de Ricardo, mas que a conjuntura política no interior fez com que isso foi necessário mesmo sem apoiar o socialista.

“O partido nos deixou numa situação dificílima de isolamento político, Gervásio combateu isso dentro do PMDB junto conosco, no segundo turno tomei uma posição isolada e minha posição junto com Trócolli foi ao invés de negar meus cinco anos, assumi uma posição pública”, afirmou.

O deputado destacou ainda que Gervásio Maia deveria dizer publicamente qual a intenção dele. “A intenção dele é que o PMDB se alie com Ricardo Coutinho. Não é serviço louvável que podemos aplaudir e referendar, vou defender até o último minuto e meu nome está posto, se alguém do PMDB tiver condições melhor que eu de disputa, sem dúvida nenhuma irei apoiar, estou colocando meu nome à disposição e preparando junto com grupo de técnicos um programa político partidário que possa ter um plano de governo exequível, viável, correto e sério para a cidade de João Pessoa”, reclamou.

Manoel Júnior explicou ainda que o acordo foi feito com quatro pré-candidatos e com a promessa de haver rodízio já que o presidente à época, Benjamin Maranhão, vinha há seis anos como presidente e o partido estava sob comissão provisória. “Fizemos um acordo de rodízio para que ninguém se perpetuasse na legenda e eu estava pronto para cumprir o acordo para haver alternância de poder, mas a inteção de Gervásio não é ser presidente do PMDB que é muito pouco que ele já se elegeu, com três anos de antecedência, presidente da Assembleia Legislativa que é o terceiro cargo mais importante do Estado. Por tras tem um projeto em curso que é o do governador Ricardo Coutinho de ‘sambacar’ todas as legendas em torno do nome do PSB em João Pessoa. Não vou me passar para isso, a responsabilidade do partido é ter candidatura própria, apresentar a João Pessoa um projeto correto, quem se contrapõe a isso não tem problema, monta chapa… a convenção vai ser democrática”, destacou.

Para o deputado, não havia como imaginar dois anos atrás quem seria o presidente do partido. Quem vai eleger é o filiado. “O acordo que tinha era fazer a alterância de poder, não farei mais diante do quadro de golpe, não aceito, acordão também não. Vamos para as ruas, quem tem voto ganha”, completou.

 

 


Marília Domingues