Manifestantes pró-governo fazem ato em frente ao Instituto Lula, em SP

Manifestantes pró-governo fazem ato em frente ao Instituto Lula, em SP

O Instituto Lula, na Zona Sul de São Paulo, recebe no início da tarde deste domingo (16) um grupo de manifestantes que apoiam o governo de Dilma Rousseff. Vestidos com camisa vermelha, eles estão na sede do instituto, no bairro do Ipiranga, para fazer um contraponto à manifestação contra o governo que acontece na Avenida Paulista, na região Central. Algumas centrais sindicais e organizações de movimentos sociais participam do ato.

Segundo os organizadores, o ato contou com a participação de 5 mil pessoas. A Secretaria de Segurança Pública ainda não divulgou a estimativa da Polícia Militar no evento.

Manifestantes pro-governo gritavam palavras de ordem em frente ao instituto Lula. Alguns vestem coletes da CUT e camisas com os dizeres " defesa da democracia". Eles gritam "Não vai ter golpe!", "O Lula é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo" e "O povo na rua/ coxinha recua".

Enquanto isso, um grupo cuidava de fazer churrasquinho para vender aos participantes do evento. Em frente ao Instituto Lula, professores universitários e intelectuais de esquerda discutem o "conservadorismo" e o "fenômeno dos coxinhas" em uma tenda do evento Jornada pela Democracia. "Quem são os coxinhas? Que fenômeno é esse?", diz uma organizadora ao microfone. Outro palestrante pede a "desgourmetizaçao das ruas".

Segundo metalúrgicos que se manifestam a favor do governo, cerca de 30 ônibus organizados pelo sindicato da categoria saíram do ABC levando pessoas para o Instituto Lula. O ato contou ainda com a participação da cartunista Laerte.

Durante o ato, o presidente da CUT, Vagner Freitas disse que estava lá para defender o ex-ministro José Dirceu e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Freitas os chamou de “guerreiros do povo brasileiro”. Ele criticou também o ex-presidente FHC, segundo ele um "sociólogo que fala mil línguas e vendeu o Brasil a preço de banana".

Freitas também explicou uma frase dita, nesta quinta-feira (13), durante um evento em Brasília. Ele falou em "ir para as ruas entrincheirados, de arma na mão, se tentarem derrubar a presidenta". O presidente da CUT afirmou que foi mal interpretado e que “a nossa arma é a democracia, é a mobilização, são as greves, são os sindicatos fortes e organizados em defesa da democracia e contra o retrocesso”. Ele disse que recebeu ameaças nas redes sociais após as declarações.

Participando do ato, vestidos de vermelho, o técnico de informática Evandro Araújo e a mulher, a assistente social Camila Nagarol, levaram a filha Maria Fernanda, de 1 ano e 10 meses, para defender o governo Dilma. "Estamos aqui para defender nosso presidente, o companheiro Lula, e para pedir mais democracia para o país", diz ele.

Bomba no instituto
No dia 31 de julho, uma bomba de fabricação caseira foi arremessada contra o Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, e um buraco e uma fissura foram abertos na garagem do imóvel. Não houve feridos. Para o Instituto, tratou-se de um "ataque político".

No último dia 7, um ato de apoio ao ex-presidente foi realizado em frente à sede do instituto e contou com a presença de Lula e de outros políticos ligados ao PT.

 

 

 

 

G1