Mãe envenena bebê para chamar atenção de ex e confessa crime

Mãe envenena bebê para chamar atenção de ex e confessa crime

Uma mulher tentou matar a filha de 1 ano e 8 meses ao introduzir veneno na mamadeira da criança para chamar atenção do ex-companheiro, no município de Eunápolis, na região do extremo-sul da Bahia. As informações são do delegado Antônio Alberto Melo.

Segundo informações ele, que é plantonista da delegacia da cidade, a mãe do bebê confessou o ato após se arrepender do crime cometido no último domingo (2).

A criança está internada no Hospital Regional de Eunápolis, informou a unidade na manhã desta segunda-feira (3). O estado de saúde não foi divulgado. "Ela [mãe] disse que iria matar a filha e se matar, como forma de chamar atenção do ex-companheiro. Ela ainda disse no interrogatório que daria uma quantidade menor para a filha e a maior ficaria para ela", disse o plantonista.

O delegado ainda relatou que a mulher estava com a criança em casa quando introduziu a substância venenosa, conhecida como chumbinho, na mamadeira e deu para o bebê tomar.

"A menina tomou alguns goles do mingau com a susbstância. Em um dado momemto, a criança apertou a mão dela [mãe]. Após esse momento, ela disse que ficou muito arrependida e ligou para a Polícia Militar", relatou ao G1.

O delegado detalhou que a suspeita foi orientada pela PM a levar com urgência o bebê ao Hospital Regional da cidade. Ao chegar na unidade hospitalar, ainda segundo o depoimento da mãe da criança, uma lavagem estomacal foi realizada para a retirada do veneno, o que coneseguiu salvar o bebê.

"Em seguida, policiais militares chegaram ao hospital e deram voz de prisão em flagrante. Ela [mãe] confessou o crime. O pai do bebê ainda não foi localizado para prestar esclarecimento", disse o delegado. Conforme Melo, a criança deverá ficar sob a tutela do Conselho Tutelar até a decisão final da Justiça.

A mãe está presa na delegacia de Eunápolis e aguarda transferência para o presídio de Teixeira de Freitas. "Ela vai responder por tentativa de homicidio qualificado por envenenamento", concluiu o plantonista.

 

 

 

G1