Lula compara assédio ao governo com fascismo e nazismo

Lula compara assédio ao governo com fascismo e nazismo

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta segunda-feira a crise política vivida no país com o surgimento do fascismo e do nazismo na Europa, durante um grande ato organizado por intelectuais e artistas no Rio de Janeiro, em defesa do governo de Dilma Rousseff.

“Foi assim que surgiu o nazismo na Alemanha, quando Hitler mandou perseguir os socialistas e os comunistas. Foi assim que nasceu o fascismo na Itália. E nós queremos dizer bem alto que aprendemos a gostar da democracia porque só a democracia permite que alguém como eu chegue à presidência, que uma Dilma chegue à presidência”, disse Lula.

Durante o ato, realizado nos Arcos da Lapa, no centro do Rio de Janeiro, intelectuais e artistas simpáticos ao Executivo expressaram seu apoio a Lula e Dilma e se pronunciaram em defesa de uma “democracia ameaçada”.

A iniciativa foi convocada por Chico Buarque, Wagner Moura, Leonardo Boff, Fernando Morais e Eric Nepomuceno, entre outros.

“O que vivemos hoje no Brasil é uma clara ameaça ao que foi conquistado a duras penas: a democracia. Uma democracia ainda incompleta, é verdade, mas que soube, nos últimos anos, avançar de maneira decidida na luta contra as desigualdades”, disse Nepomuceno.

Wagner Moura, que não pôde comparecer ao evento, enviou uma mensagem gravada na qual explicou que “jamais” votou em Dilma e confessou que não a considera a presidente “mais extraordinária” da história do Brasil, mas afirmou que “muitos sim, o fizeram” e pediu respeito ao resultado das urnas.

Também se mostrou crítica com a gestão do PT a líder indígena Sônia Guajajara, que não hesitou em pedir ao ex-presidente Lula que o Executivo “dê um passo para trás para repensar a forma de desenvolvimento” do país para respeitar seus povos e sua natureza, e advertiu sobre o perigo que representaria a volta ao poder daqueles que “roubaram as terras” de seu povo.

“Temos que criar uma democracia onde os movimentos sociais contem”, afirmou Boff, enquanto Chico Buarque fechava o ato com uma afirmação contundente: “Estaremos juntos em defesa da democracia. Não vai ter golpe”.

 

 

 

 

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