Lira critica enxurrada de partidos no Brasil

Lira critica enxurrada de partidos no Brasil

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) criticou, durante discurso no Senado Federal, a grande quantidade de partidos no Congresso Nacional. Segundo ele, o número elevado de siglas não contribui para o desenvolvimento do País.

Lira citou exemplo de governadores que gastam muito dinheiro desnecessariamente, com criação de novas secretarias, para atender à demanda política da quantidade de partidos que existem no Brasil.

Ele lembrou que, atualmente, existem no ordenamento político brasileiro 35 partidos, dos quais, 26 representados na Câmara dos Deputados e 16 no Senado Federal. O senador reconhece que isso gera uma dificuldade muito grande para os governantes, em atender as demandas. “E quem é que paga essa conta? Quem paga essa conta é o cidadão, é o contribuinte”.

Raimundo Lira destacou que, por outro lado, o cidadão não tem recebido, dos Estados, a contrapartida pelos impostos e taxas que paga. E, como contribuinte, ele está, agora, mais uma vez, arcando com as despesas, com os custos e com os gastos desnecessários que foram criados pelas administrações estaduais para atender às demandas dos partidos.

“Isso faz com que o País fique eternamente no subdesenvolvimento, porque, com o aumento excessivo da carga tributária, o País não cresce, uma vez que o contribuinte tem parte da sua renda confiscada. Atualmente, o cidadão contribuinte brasileiro já paga, de impostos, o correspondente a cinco meses do seu trabalho. Quase metade do que o contribuinte hoje ganha, ele paga de impostos. Portanto, é uma carga tributária absolutamente indesejada para um País que tenha a menor pretensão de ser desenvolvido ou plenamente desenvolvido”, argumento Raimundo Lira.

Proposta de redução – Recentemente, Raimundo Lira apresentou, em seu relatório à Proposta de Emenda à Constituição 113, a chamada PEC da Reforma Política, a proposta de uma redução na quantidade de partidos políticos.

“Propomos que seja estabelecida, na Constituição, uma cláusula de barreira suficiente para reduzir, com eficácia, a quantidade de partidos no Congresso Nacional. Diversos países adotam essa cláusula exatamente para permitir a governabilidade e evitar que o governo seja paralisado por interesses minoritários”, afirmou Raimundo Lira.

 

 

 

 

 

 

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