Lewandowski nega habeas corpus a advogado de Cerveró

Lewandowski nega habeas corpus a advogado de Cerveró

O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou habeas corpus ao advogado Edson Ribeiro, que foi preso no fim de novembro acusado de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Edson Ribeiro foi advogado do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e aparece em conversas gravadas com o Senador Delcídio Amaral negociando o silêncio de Cerveró.

A defesa do advogado pedia que o STF revisasse a decisão do relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, que havia negado a revogação da prisão preventiva. Lewandowski, responsável pelas decisões urgentes do tribunal no período do recesso, negou o pedido.

Em sua decisão, o presidente do STF destacou que "bem examinados os autos, verifico não haver fundamentos suficientes neste writ para afastar as razões de indeferimento do pedido de revogação da prisão preventiva do ora paciente, cumprindo-se salientar que o plantão de recesso forense não oferece oportunidade de reapreciação de pedidos já examinados e indeferidos pelo juiz natural".

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é quem havia denunciado Edson Ribeiro juntamente com Delcídio Amaral, Diogo Ferreira (assessor do senador) e o banqueiro André Esteves. Os quatro foram detidos depois que o Ministério Público Federal teve acesso a gravações de uma reunião em que o senador, seu chefe de gabinete e o advogado aparecem em tratativas para que Cerveró não mencionasse Delcídio em eventual acordo de delação premiada.

 

 

 

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