Justificativa para a participação diminuta no ato pró-impeachment: pouca divulgação

Justificativa para a participação diminuta no ato pró-impeachment: pouca divulgação

O líder do Movimento Vem Pra Rua, um dos organizadores do protesto pró-impeachment em São Paulo, Rogério Chequer, admitiu que a manifestação deste domingo foi menor do que outras ocorridas ao longo deste ano. “Houve muito pouco tempo de divulgação. É normal que um movimento com menos tempo de divulgação tenha menos gente. Não nos surpreende”, disse.

De acordo com os organizadores, 80 mil pessoas participaram do protesto - o dobro dos 40 mil apontados pelo instituto de pesquisa Datafolha. Para a Polícia Militar, o número foi ainda menor: 30 mil.

Segundo o líder do Vem Pra Rua, a mobilização é importante para pressionar os parlamentares. “É preciso que esses deputados, já a partir de agora, se posicionem e mostrem a sua posição com relação ao impeachment.”

Desde o final da manhã de hoje, manifestantes favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff concentram-se na Avenida Paulista, região central da capital paulista.

Vários carros de som foram estacionados ao longo da via, que, aos domingos, tem o tráfego de veículos interrompido. Os participantes do ato vestem camisas amarelas ou trazem adereços, como lenços, faixas e pintura de rosto, com as cores da bandeira nacional.

Para Chequer, os atos de hoje, que ocorrem em diversas cidades, são “o primeiro passo dessa nova fase da mobilização do povo”.

As manifestações deste domingo são as primeiras que pedem a destituição de Dilma desde que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou o pedido de impeachment apresentado pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal. “É uma fase importante, porque já tem uma busca concreta por mudança, e estamos apenas começando”, disse Chequer.

Acompanhado da esposa e das duas filhas, de 7 e 5 anos, o administrador Eduardo Longo disse acreditar que o protesto é parte de um momento histórico. “A gente não aguenta mais este governo. Primeiro, a corrupção está enorme. Depois, as medidas econômicas, as pedaladas fiscais e uma série de subsídios para setores escolhidos. Coisas que não incentivam uma economia livre”, reclamou.

 

 

 

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