Justiça aceita denúncia, e executivos da Andrade Gutierrez viram réus na Operação Lava Jato

Justiça aceita denúncia, e executivos da Andrade Gutierrez viram réus na Operação Lava Jato

A Justiça Federal aceitou, nesta quarta-feira (29), a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra executivos e lobistas ligados à Andrade Gutierrez, empreiteira investigada na Operação Lava Jato. Entre os denunciados está o presidente da empresa, Otávio Marques de Azevedo.

Os crimes citados na ação penal são formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de capitais. O grupo foi denunciado na sexta-feira (24) pelo MP.

Agora, Azevedo e outras 12 pessoas tornam-se réus no processo. Lobistas como Alberto Youssef e Fernando Soares, o Fernando Baiano, além de ex-diretores da Petrobras, como Paulo Roberto Costa e Renato Duque, também estão envolvidos.

Com a ação aberta, os advogados dos réus têm dez dias para apresentar os argumentos da defesa ao juiz Sergio Moro, responsável pelos julgamentos em primeira instância da Lava Jato.

No despacho, Moro ainda ordenou nova prisão preventiva aos réus. "Considerando que aqui se trata de pedido de prisão preventiva instrumental à nova ação penal e ainda os elementos probatórios supervenientes, especialmente a identificação de pelo menos duas outras contas secretas controladas por Fernando Soares Soares no exterior (...)".

O G1 tenta contato com a Andrade Gutierrez, mas, até a publicação desta reportagem, não conseguiu retorno.

De acordo com o MPF e a Polícia Federal (PF), a Andrade Gutierrez e a Odebrecht agiam de forma mais sofisticada no esquema de corrupção e fraudes de licitações da Petrobras. Elas formavam um cartel, obtendo preços favoráveis e, com isso, lucros extraordinários. Parte do lucro excedente era usada para pagar propina a agentes públicos e partidos políticos, conforme os procuradores.

Denunciados

- Alberto Youssef, doleiro – lavagem de capitais;
- Antônio Pedro Campello de Souza Dias, ex-diretor da Andrade Gutierrez – formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de capitais;
- Armando Furlan Júnior, sócio de Fernando Soares – organização criminosa e lavagem de capitais;
- Elton Negrão de Azevedo Júnior, diretor-executivo da Andrade Gutierrez – organização criminosa e lavagem de capitais;
- Fernando Falcão Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano– corrupção ativa, corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais;
- Flávio Gomes Machado Filho, filho de Mário Góes e suspeito de operar propina – organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de capitais;
- Lucélio Roberto von Lechten Góes, lobista suspeito de atuar para a Andrade Gutierrez – lavagem de capitais;
- Mario Frederico Mendonça Góes, lobista suspeito de atuar para a Andrade Gutierrez – corrupção ativa, corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais;
- Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez – organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de capitais;
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras – corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais;
- Paulo Roberto Dalmazzo, ex-executivo da Andrade Gutierrez – organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de capitais;
- Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de Serviços da Petrobras – corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais;
- Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras – corrupção passiva qualificada e lavagem de capitais.

 

 

 

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